Os números atuais do Paraná Clube não são animadores. Afinal, após dez rodadas pelo Paranaense, o clube ocupa uma modesta 8.ª posição, com um aproveitamento de apenas 46,67%.

Mas, o retrospecto dá ampla vantagem ao Tricolor para a reta final da primeira fase, onde encara times que estão na “rabeira” da competição e velhos fregueses.

Na prática, o clube precisa de ao menos duas vitórias para se garantir na segunda fase do torneio (pode se classificar até com menos) e, com uma combinação de resultados, pode ainda chegar ao 3.º lugar.

Para isso, é claro, terá que somar todos os pontos que irá disputar a partir deste domingo, quando encara o Serrano, em confronto inédito. Se nunca se deparou com o novo representante de Prudentópolis, o Paraná ostenta números positivos contra o outro clube da cidade.

Tanto que nunca perdeu jogando no Newton Agibert: uma vitória e um empate, nos dois únicos jogos oficiais realizados neste estádio. Curiosamente, nos dois jogos (4×1, em 2001; e 1×1, em 2004), o Tricolor foi comandado pelo técnico Saulo de Freitas, o eterno “Tigre da Vila”.

“Sabemos que eles estão em posição delicada. Até por isso, vêm com tudo. Será jogo complicado”, prevê o capitão Luís Henrique. Dificuldades à parte, entende o zagueiro que o Paraná tem obrigação de se garantir na outra etapa e numa boa colocação. “Se ainda podemos sonhar com o 3.º lugar, temos que trabalhar para isso. Perdemos pontos bobos e agora não dá mais para vacilar”.

É isso que espera o técnico Marcelo Oliveira, sabendo que o grupo deixou escapar a chance de emplacar uma “semana perfeita” ao empatar com o Cascavel, após vencer Coritiba e Cerâmica (este pela Copa do Brasil).

Para superar o Serrano, o Tricolor aposta na eficiência da equipe atuando como visitante. Fora da Vila Capanema o time de Oliveira ainda não perdeu (duas vitórias e dois empates).

Na sequência, o Paraná recebe o Nacional e fecha a primeira fase encarando o Toledo, fora de casa. Se contra o time de Rolândia o Tricolor tem um rendimento apenas regular -em cinco jogos, um empate e duas vitórias para cada lado -, em casa o rendimento é máximo.

Além disso, dependendo da próxima rodada, o Paraná poderá enfrentar um adversário já rebaixado. Para fechar essa fase, um velho freguês. Seja como o antecessor, Toledo E.C. ou o atual Toledo C.W., o Paraná jamais perdeu – atuando em Curitiba ou no interior – e em dezesseis jogos, venceu nada menos do que catorze. É esperar para ver se o time de Marcelo Oliveira vai manter essas “escritas” e assim carimbar a qualificação para o octogonal final do Paranaense 2010.