Eterno otimista, o técnico Marcelo Oliveira não joga a toalha. “Ainda confio na capacidade de reação desta equipe”, discursa. Porém, é inegável que ficou difícil imaginar melhor sorte para o Paraná Clube nesta Série B.

Reflexo imediato da instabilidade de uma equipe que vive de “lampejos”. No início da competição, o clube conseguiu uma disparada surpreendente, mas logo surgiram os problemas, que expuseram um elenco carente de maiores virtudes técnicas.

Mesmo assim, em casa, o Tricolor vinha mantendo a regularidade. Nos últimos jogos, no entanto, não conseguiu se impor frente a Figueirense e Ponte Preta, cedendo empates que deixaram o clube mais distante do G4.

Como não conseguiu derrotar nenhuma das equipes da parte de cima da tabela, fica praticamente impossível encurtar essa distância e voltar a sonhar. O Paraná foi derrotado por Coritiba, Bahia e América-MG. Empatou com Figueirense e Guaratinguetá.

Já diante da Ponte Preta, único que já encarou duas vezes, um empate e uma derrota. “Fomos apáticos no segundo tempo. Não dá para entender o que aconteceu”, disse o zagueiro Luís Henrique, logo após o deslize frente à Macaca, na sexta-feira. “Era um jogo para a gente embalar”, lamentou Murilo.

Na prática, o Paraná teria que conseguir uma guinada espetacular (e, hoje, improvável) para chegar à briga pelo acesso. Afinal, considerando 65 o “número mágico” para se garantir do G4, o Tricolor teria que somar nada menos do que 37 pontos em apenas 17 rodadas restantes.

A questão é: como esperar 12 vitórias de uma equipe que até aqui conseguiu apenas 8? “Fizemos um primeiro tempo ótimo contra a Ponte Preta. Esse tem que ser o nosso modelo daqui por diante”, acredita o volante Serginho Catarinense.

Por mais de trinta minutos, o Paraná envolveu completamente uma das forças desta Série B. Fez dois gols, mandou duas bolas no travessão e ainda perdeu mais duas oportunidades claras. “Só que não mantivemos a mesma pegada. Não sei o que aconteceu”, reconheceu.

Após um primeiro tempo que fez a torcida recordar os melhores momentos do Paraná nesta Série B como nos jogos contra Ipatinga (3 x 0), Santo André (3 x 0), Portuguesa (2 x 1) e Náutico (4 x 0) o time voltou à letargia de jogos recentes, como frente a São Caetano e Bragantino, quando tornou-se presa fácil. “Foi um duro golpe, mas temos que reagir imediatamente. Temos jogo duro já na terça”, lembrou o atacante William.