A diretoria do Paraná Clube conseguiu – ao menos momentaneamente – apagar o incêndio. Antes do treino de ontem à tarde, Aramis Tissot (vice de futebol) e Guto de Mello (diretor) confirmaram a atletas e funcionários o pagamento das folhas salariais de fevereiro e março.

Após um início de semana tenso, o Tricolor conseguiu uma saída estratégica para a crise, que no entanto não está extinta. Não há previsão para que os direitos de imagem, a fatia maior dos vencimentos dos jogadores, sejam pagos.

Há quase uma semana, os problemas financeiros viraram o centro das atenções no Paraná. Contratações, dispensas, montagem do time, tudo ficou em segundo plano. Houve até boatos de renúncia da atual diretoria.

Foi este o clima que se viu na Vila Capanema, num momento em que todos deveriam estar “respirando” a Série B. Marcelo Oliveira fez o possível para ao menos no gramado manter o foco dos atletas nos treinamentos. Isso foi também tema da palestra de ontem, onde a comissão técnica mostrou a importância de uma estreia com o pé direito, sábado, frente ao Ipatinga.

Tissot e Mello preferiram não confirmar a origem dos recursos utilizados para o pagamento dos débitos. Porém, é certo que o clube recorreu à venda de percentuais dos direitos federativos do meia Vinícius.

Na prática, ele é o único, dentre os garotos da base, com “potencial” imediato de mercado. Vinícius segue vinculado ao Tricolor e à disposição de Marcelo Oliveira para a disputa da Série B.

“Só posso dizer que tivemos que trabalhar em várias frentes para levantar esses valores. Mas, ainda há muito a fazer”, disse Guto de Mello. O dirigente não confirmou o montante obtido para o pagamento desses salários.

“O nosso grupo é bom e muito profissional. Temos que resolver essas questões extra-campo para que todos possam estar com a cabeça voltada somente para os treinos e jogos”, admitiu o diretor de futebol. “Não tenho dúvida que este grupo vai realizar um grande campeonato e surpreender muita gente”, arrematou Guto de Mello.