Dennys não teve chance no
time de cima e foi embora.

O atacante Dennys não é mais jogador do Paraná Clube. Após fracassar na aquisição do centroavante Liédson, do Corinthians, o Dínamo de Kiev (Ucrânia) adquiriu os direitos federativos do jovem talento. É mais um atleta brasileiro que entra na “onda” do recém-aberto mercado do leste-europeu. A diretoria tricolor tentou impedir a negociação, mas uma ação na Justiça do Trabalho deu poderes ao jogador, que manifestou interesse em não mais jogar pelo Paraná.

O clube divulgou ontem uma nota oficial esclarecendo os detalhes da saída de Dennys. O Tricolor já havia negociado 80% dos direitos federativos do atacante no início do ano, com o empresário Francisco Dambrós, que intermediou o negócio com o israelense Tzvi Kritzer. O “comprador” do atleta pagou US$ 175 mil. Uma segunda etapa da transação – proposta por Dambrós – previa um patrocínio de R$ 900 mil para a disputa do campeonato brasileiro. O patrocínio não veio, mas Dennys foi. Antes mesmo do fim do prazo estabelecido, que era dezembro deste ano.

No mês passado, o empresário Fábio Brito apresentou proposta do Dínamo de Kiev (US$ 275 mil pelo jogador). O Paraná decidiu apostar na permanência de Dennys e na sua eventual valorização ao longo do Brasileirão. O procurador do atleta não teve a mesma visão, segundo o comunicado do clube. A alegação é de que no Paraná ele está sendo “mal aproveitado” e poucas vezes atuou na atual competição. Com as sucessivas participações nas seleções de base do Brasil e a excursão do Tricolor à Ucrânia no ano passado, Dennys despertou interesse de clubes europeus.

Dennys, ante o impasse, deu procuração à J. A. Lemes – Advogados Associados S/C, que entrou com ação na Justiça do Trabalho, buscando liminar para a liberação dos direitos federativos do atleta. O Juiz Substituto da 9.ª Vara do Trabalho de Curitiba, Fernando Hoffman, concedeu liminar, desde que até o início da tarde de ontem fosse feito depósito dos 20% sobre o valor da venda, em favor do Paraná Clube.

A confirmação do depósito (no valor de US$ 55 mil) ocorreu por volta das 16 horas, mas em cheques. Como o Banco do Brasil estabelece prazo de dois dias para a confirmação da operação financeira, somente na segunda-feira a negociação será oficializada. O presidente Enio Ribeiro disse ainda que o valor final da negociação – somados valores depositados em juízo e o que o clube já recebera no início do ano – está dentro dos parâmetros nacionais. “Trata-se de um jogador em seu primeiro ano de júnior e que pela lei atual, estaria liberado no início de 2005”, afirmou Ribeiro.

As primeiras informações davam conta de que Dennys estava seguindo para a França, mas o garoto está na Ucrânia, realizando exames médicos antes da assinatura do contrato com o novo clube, o Dínamo.

Saulo depende dos médicos

O técnico Saulo de Freitas depende do departamento médico para definir o time que encara o Santos, amanhã, no Couto Pereira. O lateral-direito Valentim ainda está sob tratamento intensivo e tem poucas chances de voltar ao time. “Ainda sinto dores e há pouco tempo”, reconhece o jogador. Valentim já não enfrentou o Atlético devido a esse desconforto na panturrilha esquerda.

Caso seja vetado, Milton pode ser mantido, apesar da falta de ritmo evidenciada no clássico da última quarta-feira. Saulo também terá que mexer em outras duas posições. Ageu pegou mais um jogo “de gancho” em julgamento realizado anteontem no Rio de Janeiro. Com a volta de Cristiano Ávalos, após cumprir suspensão, o setor defensivo teria ainda Fernando Lombardi.

No meio-de-campo, Pierre está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Goiano deve ser a opção do treinador, mas Saulo preferiu não antecipar esta possibilidade, já que Émerson também poderia ser utilizado. Independente das alterações, o técnico aposta na retomada do perfil competitivo apresentado em jogos anteriores ao clássico. “Neste jogo em especial, erramos muitos passes na saída de bola e aí fica difícil articular jogadas de ataque”, analisou.

Saulo preferiu creditar a derrota para o Rubro-Negro à uma “noite infeliz”, onde metade do time esteve abaixo de sua real capacidade. “Não é normal o nosso time criar tão pouco. Mas, o jogo foi muito ruim, para os dois lados. Jogadas de ataque só ocorreram em cobranças de faltas e escanteios. Não gostei”, finalizou. Este assunto será discutido antes do treino desta manhã, quando o treinador define o time e os jogadores que comporão o banco de reservas.