O Paraná Clube estreia hoje na Série B. Pela terceira vez consecutiva encarando o segundo escalão do futebol brasileiro, o Tricolor já não vive aquele clima de “subir é obrigação”.

Diante de uma cruel realidade econômica, o Paraná espera fazer um bom campeonato, onde o acesso virá como prêmio pela raça e união do grupo. Diante do Ipatinga às 16h10, no Durival Britto o clube põe à prova um time reforçado por jogadores que se destacaram no futebol do interior paranaense e mineiro.

O técnico Marcelo Oliveira não vê nenhum “bicho papão” nesta Segundona e crê que pelo menos dez equipes vão disputar as quatro vagas do acesso à Primeira Divisão. “E o Paraná está entre elas”, apressa-se em afirmar o treinador.

A comissão técnica estabeleceu uma meta inicial: fechar esta primeira fase do campeonato com um aproveitamento de 60%. Na prática, busca pelo menos 12 pontos nos sete jogos que antecedem o recesso para a realização da Copa do Mundo.

Nessa matemática, vencer em casa é fundamental. O Tricolor faz quatro jogos na Vila Capanema antes da paralisação do campeonato (Ipatinga, Santo André, Vila Nova e Portuguesa).

“Com esse grupo, nunca vamos estar na parte de baixo da tabela. E, com um pouquinho mais de tranquilidade extra-campo, estaremos brigando para subir”, avalia Marcelo Oliveira.

A partir dessa análise, treinador armou seu time priorizando o que o Paraná mostrou de melhor nesta temporada: a defesa. Com três zagueiros e dois volantes, espera quebrar a velocidade do Ipatinga.

“Esse nosso estilo de jogo permite que um meia ocupe a ala, pois estamos seguros atrás. Por, isso João Paulo foi deslocado para a direita e Gílson ocupa a esquerda”, comentou.

A obrigação de criação do time fica por conta de Wanderson, Toscano e Leandro Bocão. Além disso, Marcelo Oliveira quer uma participação efetiva dos volantes, que devem se desprender da defesa e se aproximar da área adversária, quando o Paraná estiver com a posse de bola. “O Chicão, e principalmente o Ives, têm um bom arremate. Vamos explorar isso também”, concluiu.