A saúde financeira do clube pode estar ruim. Porém, o próprio Aquilino Romani ressaltou que a dívida do Paraná Clube é insignificante diante do patrimônio do clube. Admitiu que sobre a sua mesa já esteve até uma proposta para “fechar o futebol por um período” – nas palavras do próprio dirigente -, opção prontamente descartada.

“Numa visão empresarial, o melhor caminho é investir para voltar à Série A”, disse Romani. O presidente sabe que se deixar para trás o inferno da Segundona, o clube retoma um caminho de crescimento, abortado drasticamente em 2007, quando foi rebaixado poucos meses após vivenciar a glória de disputar uma Libertadores da América.

Sobre esse tema, o presidente do Conselho Deliberativo, Benedito Barboza, foi enfático. “Pensar em deixar de lado nosso maior patrimônio, que é o futebol, seria um retrocesso”, disparou. “Sempre que estamos num momento como esse, fala-se que o Paraná fechará as portas ou fará nova fusão. Talvez seja o desejo de uma parcela de nossa sociedade, mas certamente não é o desejo de um paranista. E isso não irá ocorrer”.

Para Aquilino Romani, há uma série de tratativas em andamento, que vão garantir uma guinada do Paraná ainda nessa temporada. Uma das opções envolveria a locação em sistema de comodato da área onde hoje se encontra a sub-sede Tarumã. O dirigente, para “colocar a casa em ordem” está disposto a negociar pelo menos um de seus jogadores. Hoje, Toscano e Gilson seriam os atletas mais cotados para uma eventual transferência, para o Brasil ou para o exterior.

Sobre a condição de Marcelo Toscano, evitou comentários mais contundentes. “Até agora, não temos nenhuma proposta oficial, com números que satisfaçam nossos anseios”, disse. O procurador do atleta, Ruy Gel, garante que o Vitória de Guimarães estaria disposto a pagar 400 mil euros por 50% dos direitos do atleta.