Foto: Ciciro Back

Josiel garantiu a vitória
no final: vaga está na mão.

Uma partida típica da competição mais importante do Estado. Várias situações inusitadas marcaram a vitória do Paraná sobre a Portuguesa Londrinense por 2 x 1, ontem, no Pinheirão – a ?casa? da Lusa. Intoxicação alimentar, técnico espalhafatoso, plantação de milho na beira do campo, teve de tudo. Mas faltou futebol. E numa partida de baixo nível técnico, o Tricolor ?achou? a vitória.

A balbúrdia instalada no Campeonato Paranaense criou o ?monstrengo de Londrina?. Priorizando uns (pretensos) tostões a mais, a Lusinha preferiu sair de casa e jogar no Pinheirão. Mas o estádio recebia um pequeno público – além da derrota para o Atlético, os paranistas economizaram para o grande jogo do dia 14 contra o Flamengo, pela Libertadores.

Antes do jogo, a notícia inusitada – quatro jogadores da Portuguesa estavam fora da partida por causa de intoxicação alimentar. A suspeita era de problemas com a água consumida na concentração do Pinheirão. Não faltava mais nada. Ou melhor, faltava, porque até horta (com plantação de milho) apareceu no estádio da Federação Paranaense de Futebol.

Em campo, ou melhor, fora dele, o técnico Knário Martins dava o seu show particular – era tanto sacudir de braços que ele chegava a lembrar Elis Regina em seus primeiros anos, quando ela era apelidada de ?Hélice? Regina. E ele comemorou logo aos 13 minutos, quando Baesa cobrou falta, a bola desviou na barreira e enganou Flávio – Lusinha 1×0.

Como o Tricolor, além de não viver noite positiva, não conseguia sair da marcação dos ?donos da casa?, a Lusinha administrou o resultado nos 45 minutos iniciais. ?Melhor nem falar nada?, resumiu o meia Dinélson, único paranista que se salvou.

No intervalo, Zetti pediu melhora no passe, mas logo teve que mexer no time, trocando Xaves e João Vítor por Alex e Vinícius Pacheco. A intenção era jogar pelas laterais, mas o Tricolor continuou embolando pelo meio. O Paraná, pelo menos, começou a criar chances, e Dinélson perdeu uma incrível oportunidade. Mas, no lance seguinte, Baesa desviou o cruzamento com a mão e o árbitro Jarbe Cassou marcou pênalti. Gérson cobrou e empatou.

Mesmo sem jogar bem, o Paraná sentiu que poderia vencer. Zetti arriscou, colocando o centroavante Jeff, e o Tricolor ?amassou? a Portuguesa. Mas o gol da vitória só veio em uma falha inacreditável do goleiro Danilo. No escanteio cobrado por Dinélson, ele tentou o soco na bola e passou direto. Josiel teve tempo e espaço para dominar e marcar – salvando uma partida que parecia perdida e praticamente garantindo o Paraná na segunda fase do Estadual.

CAMPEONATO PARANAENSE
1ª FASE – 14ª RODADA
Súmula
Local: Pinheirão
Árbitro: Jarbe Cassou
Assistentes: Rubens Berton e Cristiano Nunes Duarte
Gols: Baesa 13 do 1º; Gérson 24 e Josiel 38 do 2º
Cartões amarelos: Gérson, Beto (PR); Robert, Dênis, Fonseca (POR)
Renda: R$ 6.995,00
Público: 881 (837 pagantes)

PORTUGUESA LONDRINENSE 1×2 PARANÁ CLUBE

PORTUGUESA
Danilo; Baesa, Fonseca (João Marcos) e Roberto; Dênis, Tião, Robert, Aléssio e Igor (Édson Carlópolis); Daniel e Ferrari. Técnico: Knário Martins

PARANÁ
Flávio; André Luiz, Daniel Marques, Neguete e João Vítor (Alex); Xaves (Vinícius Pacheco), Beto, Gérson e Dinélson; Lima (Jeff) e Josiel. Técnico: Zetti