O Paraná Clube entra em campo hoje – às 19h30, no Durival Britto – com a obrigação de vencer o Ipatinga-MG. Com a corda no pescoço, não restou outra alternativa aos jogadores depois do vexame em Goiânia.

O técnico Sérgio Soares priorizou a “cabeça” dos atletas e na base da conversa tentou fazer com que a goleada para o Atlético Goianiense se transformasse em “página virada”. No seu primeiro jogo em casa à frente do Tricolor, espera cativar o apoio do sofrido (e revoltado) torcedor paranista.

“Torcedor não vaia time que luta, que busca o resultado.” Com esse pensamento, Sérgio Soares acredita que o Paraná será, enfim, “um time guerreiro”. Não fez mais nenhum comentário sobre o recente fracasso. “Ficou pra trás. Nosso problema, agora, é o Ipatinga”, frisou.

Até porque, na sua visão e dos atletas, não há nenhuma lição a ser tirada do pífio comportamento da equipe no Serra Dourada. Na prática, porém, o deslize pode resultar em uma imediata alteração no sistema de jogo.

Esquema tático

Sérgio Soares não antecipou, mas trabalhou boa parte do apronto de ontem com três zagueiros.

Iniciou a atividade num 4-4-2, mas logo escalou Freire no lugar de Elvis, reforçando o sistema defensivo.

A definição ocorrerá apenas na preleção, normalmente ministrada no vestiário, pouco antes do jogo.

Porém, a presença de mais um zagueiro (Élton) entre os dezoito relacionados é outro indicativo de que o treinador pode adotar o 3-5-2 como solução para a preocupante sequência de derrotas do Paraná.

Os quatro deslizes determinaram mudança no comando técnico e a queda para a zona do rebaixamento.

A questão tática não é a única indefinição da equipe. Até porque, além de frágil na defesa, o Paraná também se mostra inoperante no ataque. O time não marca um golzinho há quatro rodadas.

A última vez que balançou as redes foi no empate (3 a 3) com o Ceará, num gol de cabeça de Wellington Silva. “A gente até cria, mas finalizamos mal. Isso tem que mudar”, avisa o meia Davi. No coletivo, Sérgio Soares testou duas opções: Malaquias e Alex Afonso.

“Vou decidir qual a melhor estratégia, se velocidade ou presença de área”, comentou o técnico, sem dar pistas sobre a equipe titular. Certo mesmo é que o Tricolor terá as voltas de Fabinho e Adoniran, que estavam suspensos, e de Davi, recuperando a condição de titular.

Recado pro Tigre

“Não tem outro jeito. O Ipatinga terá que pagar o pato”, avisou Davi. O jogador, preterido na última jornada, volta ao time. “Fiquei triste por sair, mas estou pronto para ajudar”, comentou. “Vivemos um momento difícil, as coisas não estão dando certo. Mas, é momento pra falar menos e jogar mais, muito mais”, disse Davi, tendo a percepção que o grupo terá que reagir com urgência. “Temos que ter paciência, pois estamos levando muitos gols bobos. É preciso que a gente se imponha, para os outros clubes começarem a respeitar o Paraná”, comentou o meia do azul, vermelho e branco.