O Paraná Clube está juntando os cacos depois de um questionável início de temporada. Depois de entrar em lua de mel com a torcida após o retorno à Série A, no final do ano passado, o azedume parece ter tomado conta da relação.

E não é à toa. Sem ter conseguido sequer chegar à semifinal da Taça Dionísio Filho, o time tomou mais um baque no meio de semana, Mais uma vez jogando sem padrão, o Tricolor foi eliminado pelo Sampaio Corrêa ainda na segunda fase da competição nacional, que no ano passado rendeu bons dividendos ao clube.

O revés não chegou a surpreender em função do retrospecto da temporada. O Paraná conseguiu ficar em último lugar no Grupo A do primeiro turno do Estadual, com apenas cinco pontos somados em seis jogos. Foi apenas uma vitória, dois empates e três derrotas.

O Tricolor só não foi pior do que Prudentópolis, União e Toledo, que estavam no Grupo B. Na Copa do Brasil, a classificação para a segunda fase veio em um empate em 1×1 com o URT-MG e a eliminação, após um 1×0 contra o Sampaio Corrêa. Em suma, em oito jogos disputados na temporada até agora, o Time da Vila só conseguiu vencer um, contra o Prude, no dia 10 de fevereiro, quando bateu o adversário por 3×0.

Mudanças à vista

Ciente de que a estratégia adotada no início de 2017 não foi eficiente este ano, a diretoria já começa a operar mudanças. A primeira foi promover a saída do técnico Wagner Lopes, que era unanimidade quando retornou ao clube.

Afinal, no ano passado, o treinador, ao lado do executivo do futebol Rodrigo Pastana, ajudou na montagem daquele elenco vencedor. Na atual temporada, a dupla não teve a mesma sorte na escolha dos reforços que substituíram praticamente todo o elenco do acesso. Talvez, com os maus resultados, o Tricolor tenha que ampliar um pouco o orçamento inicial para a montagem do elenco que vai disputar a Série A.

Com reconhecimento das investidas equivocadas, Pastana já anunciou que, além de um novo treinador, o time deve ter mudanças no elenco. Mas, ao que parece, este anunciado mexe-mexe só deve ocorrer quando o comandante iniciar os trabalhos. Nomes como o de Rogério Micale, ex-seleção olímpica, Luiz Carlos Winck, do Caxias e Fabiano Soares, ex-Atlético, foram especulados, mas a concretização da proposta só deve ocorrer esta semana. A intenção é ter um novo comandante já na estreia do Tricolor na Taça Caio Júnior, contra o Cianorte, no próximo domingo (4), a partir das 16h, no Estádio Albino Turbay.