Mesmo uniforme, mesma alteração, mesmo sofrimento. As coincidências rondaram a noite de ontem na Vila Capanema. E, com superstição ou não, o Paraná repetiu fatos e o resultado foi novamente de vitória.

Enfim a segunda vitória consecutiva na Série B, 1×0 no Barueri, resultado que coloca o Paraná no meio da “confusão”, mais perto que nunca das primeiras posições. E, repetição de tantos outros jogos, Éverton foi decisivo no triunfo tricolor.

O Paraná usava, depois de longo tempo, o sistema de jogo com apenas dois zagueiros, o jovem Ricardo Ehle e o veterano Luciano. E três volantes (Agenor, Naves e Léo) seriam os “cães de guarda” que dariam liberdade plena a Giuliano e Éverton.

Só assim para a bola chegar com qualidade nos pés de Fábio Luís. Nos visitantes, uma cara conhecida: o lateral-esquerdo Márcio Careca, presente na malfadada campanha paranista na Série A do ano passado.

Momentos antes da partida, a chuva chegou para deixar a partida mais agitada. Iria sujar o uniforme do Paraná que, por superstição, repetia o traje da vitória de sexta passada contra o Brasiliense e entrava em campo todo de branco. Mas como não custa apostar no que deu certo, foi o Tricolor para cima do Barueri daquele jeito mesmo.

Só que não foi a superstição que empurrou o Paraná no primeiro tempo. Com agressividade, sem subterfúgios táticos, o Tricolor partiu para cima do time paulista, com os dois laterais e os três volantes sempre apoiando. Se não criava muitas chances, não permitia que o rival se aproximasse da área. Para completar a boa atuação, faltava o gol que veio com quem tinha que vir.

Aos 17 minutos, Éverton ganhou a jogada do marcador e chutou forte, rasante. A bola ganhou velocidade no piso molhado e entrou no canto esquerdo, sem chances para o goleiro Márcio. O gol justificava o domínio dos donos da casa. “Estava tentando há muito tempo este gol. Mas vamos voltar com mais força no segundo tempo”, disse o armador paranista no intervalo.

O criticado Fábio Luís ficou no vestiário e Rogério Perrô repetiu a substituição da sexta, colocando Marcelinho. Superstição? Mesmo que fosse, o técnico não diria. Em campo, o Tricolor não conseguiu repetir a boa atuação, foi pressionado e teve que contar com a audácia de Gabriel ao tirar a bola dos pés de Pedrão e da sorte no chute forte de Esley que explodiu na trave.

Sorte que geralmente acompanha os que lutam e os que não deixam de repetir certas situações. Sábado, que o Corinthians traga seu uniforme preto. E o Paraná que jogue de branco, não custa repetir.

BRASILEIRO
SÉRIE Bá- 13ª RODADA
PARANÁ CLUBE 1×0 BARUERI
PARANÁ

Gabriel; Claudemir, Ricardo Ehle, Luciano e Rogerinho; Agenor, Naves, Léo (Diego, 24 do 2º) e Giuliano (Cristian, 45 do 2º); Éverton e Fábio Luís (Marcelinho, intervalo).
Técnico: Rogério Perrô
BARUERI
Márcio (Camilo, intervalo); Montoya, Max Carrasco e Diego; Marcos Pimentel, Guigov (Flavinho, 36 do 2º), Ésley, Éverton e Márcio Careca; Fernando (Guaru, 18 do 2º) e Pedrão.
Técnico: Heriberto da Cunha
SÚMULA
Local:
Durival Britto
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Assistentes: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Eberval Lodetti (SC)
Gol: Éverton 17 do 1º
Cartões amarelos: Léo, Rogerinho (PR); Guigov, Max Carrasco (BAR)
Renda: R$ 65.665,00
Público: 4.547 (4.304 pagantes)