Valquir Aureliano
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Ataque das duas equipes passou em branco.

O Paraná continua com sua sina no Brasileiro. No jogo deste domingo de Dia dos Pais, contra o Vasco, na Vila Capanema, a partida entre as duas equipes não saiu de um monótono 0 a 0 e o time paranista está há quatro jogos sem saber o que é balançar as redes e há seis sem saber o que é vitória. O último triunfo do tricolor foi no dia 22/07, contra o Palmeiras.

Embora o duelo tenha passado em branco no quesito gols, a partida em si não foi ruim. As duas equipes buscavam o ataque a todo instante e realizaram boas jogadas que, se não fosse o excesso de alguns jgoadores, poderia ter resultado em gol.

Apesar do jogo franco, quem apresentou as melhores chances foi o tricolor. Já no começo do jogo, Vandinho mandou um foguete de fora da área e obrigou Silvio Luiz a fazer uma boa defesa. Pouco depois, Renan fez uma bela jogada individual, fintou o marcador e arriscou o chute, que parou nas mãos do arqueiro vascaíno.

A jogada mais perigosa do Vasco veio nos pés de Alan Kardec. Aos 33 minutos, o atacante recebeu livre e chutou forte. A bola passou tirando tinta da trave de Flávio. Porém, o tricolor seguia melhor na partida e no final do primeiro tempo, Léo Matos veio de trás e chutou do meio da rua, quase surpreendendo Silvio Luiz.

Segunda etapa

O intervalo nada alterou o ritmo do jogo. O Paraná chegava com perigo em seus ataques e o Vasco respondia nos contra-ataques. À essa altura da partida, começou a brilhar a estrela de Silvio Luiz, que se transformou numa autêntica muralha e impedia o ataque paranista de abrir o placar. Aos 12 minutos, ele operou uma bela defesa num pombo sem asas de Vinicius Pacheco, que tinha como endereço o ângulo do goleiro. Depois, contando com a sorte num arremate de Lima, da entrada da área, em que a bola foi para fora.

Com o passar do tempo, o Paraná encolheu-se um pouco e cedeu espaços para o Vasco, que começou a incomodar o goleiro Gabriel, que substituiu Flávio, lesionado. Embora seja novo, Gabriel demonstrou personalidade e impedia os atacantes vascaínos de balançar as redes.

Sem força para furar o bloqueio do time carioca, o Paraná passou a viver de jogadas esporádicas de seu ataque, que, pela falta de um jogador matador, ia desperdiçando todas as poucas oportunidades criadas. O Vasco, satisfeito com o resultado, tentava alguns contra-ataques, mas sem muita inspiração e o resultado acabou sendo o 0 a 0.

Após o término do jogo, a tocida paranista pediu a cabeça do técnico Gilson Kleina e não se sabe se ele inicia a segunda fase no comando técnico do Paraná.