Delegação fez uma “tour” por Frankfurt.

A primeira parada do Paraná Clube na Europa aconteceu em meio à euforia da classificação da Alemanha às oitavas-de-final da Copa do Mundo. A vitória sobre Camarões por 2 a 0 levou torcedores para as ruas das principais cidades do país – incluindo a capital econômica Frankfurt, que tem em sua área o maior aeroporto da Europa Central. Foi nesse espírito que começou a segunda excursão tricolor em sua história. A primeira partida será amanhã, ao meio-dia, contra o Zakarpattia, em Uzhgorod.

E o primeiro choque cultural foi inevitável. Apesar de ser um país capitalista – e Frankfurt pode ser considerada a cidade-símbolo da recuperação alemã depois da Segunda Guerra Mundial, as primeiras barreiras já se apresentaram à delegação tricolor, formada por 28 pessoas. O gigantismo do aeroporto da cidade já impressionou – apenas o terminal usado pela companhia aérea que trouxe o Paraná é maior que qualquer aeroporto brasileiro.

Mas a principal complicação para todos que acompanham o Paraná nesta primeira parada é a língua. Sair sozinho, sem auxílio de guias, é uma tarefa impossível, até porque alguns serviços fundamentais para um clube de futebol já criam dificuldades – por exemplo, o motorista do ônibus que levou a delegação ao hotel só falava alemão. Para quem vai à Ucrânia, isto é apenas um trailer, que resume o que vai acontecer nos próximos doze dias. “É um país de outras características”, disse o técnico Caio Júnior. “É uma outra cultura, com outra educação. É só ver a beleza e a limpeza daqui”, completou.

Além disso há o cansaço, que inibe qualquer iniciativa de jogadores, comissão técnica e dirigentes – ainda mais o coordenador Ocimar Bolicenho, que teve sua mala extraviada no aeroporto. “Vocês podem sentir como nós estamos. Foram doze horas de viagem extremamente cansativa”, disse o preparador físico Solivan Dalla Valle.

Hoje, a delegação paranista sai de Frankfurt às 10h35, seguindo a Varsóvia. Da capital da Polônia até Lviv, destino final, serão cerca de seis horas de viagem de ônibus (decisão tomada depois das dificuldades em conseguir vôos diretos a Ucrânia).

Bonamigo aproveita para analisar elenco

Gisele Rech

Os dois meses sem jogos oficiais para a equipe do Coritiba está sendo encarado por um prisma positivo pelo técnico Paulo Afonso Bonamigo. O período vai ser aproveitado para o treinador conhecer o elenco mais a fundo e observar alguns jogadores que podem vir a reforçar a equipe, como os meias Cléber, do Vitória, e Cartagena, do Montevideo (Uruguai). Cléber, de 23 anos, vem por indicação do supervisor técnico Sérgio Ramirez, que já foi seu treinador. “É um bom atleta, revelado nas categorias de base do Vitória e com várias passagens pelas categorias de base da seleção brasileira”, disse. Já Sebastian Cartagena, que está com 24 anos, foi convocado após a comissão técnica observar um material enviado a Ramirez diretamente do Uruguai. Um fato que chama atenção no currículo do atleta são as 66 convocações para as seleções de base uruguaias. Os dois se reapresentam com o elenco hoje à tarde, no CT da Graciosa.

Segundo Bonamigo, a possibilidade de poder testar os atletas é muito interessante. “Poderemos observar de perto alguns atletas que nos interessam antes de assinar um contrato. Assim, fica menos arriscado”, disse o treinador, referindo-se aos tiros errados que as equipes costumam dar no que concerne a contratações. Além de Cléber e Cartagena, se apresentam ao clube hoje o meia Gil Baiano e o lateral-direito Ezequiel, que já firmaram contrato.

O período de entressafra será aproveitado também para Bonamigo conhecer melhor alguns atletas do elenco que ele não teve oportunidade de ver jogando. “Quero montar um expressinho com jogadores como Tiago e Juninho, para vê-los em ação e ter uma análise mais completa de cada um”, disse o treinador.