Wellington Paulista ganha
chance entre titulares.

O Paraná Clube reduz os preços dos ingressos e espera o apoio de seu torcedor no jogo decisivo do próximo sábado – às 16h, no Rio Branco -frente ao Rio Branco. Uma vitória pode colocar o tricolor na "zona de classificação" pela primeira vez neste campeonato paranaense. Para isso, além dos três pontos o time do técnico Lori Sandri depende de uma vitória da Adap sobre o Roma, em Apucarana. O ingresso popular custará R$ 10,00, sendo que sócios, mulheres, menores, estudantes e idosos pagam R$ 5,00.

"Estamos na luta. Quando cheguei, estávamos a sete pontos do Roma. Hoje, a diferença caiu para três e ainda temos três rodadas", frisou Lori, procurando mobilizar o grupo na busca da classificação. O técnico ainda está invicto, com uma vitória e dois empates. "Fico satisfeito porque está havendo evolução. O time está tocando melhor a bola e criando situações. Agora, é uma questão de transformar essas chances em gols."

Para isso, a comissão técnica dará ênfase aos treinos técnicos durante a semana. Haverá apenas um coletivo – amanhã – quando Lori Sandri pretende definir o time para a primeira de uma série de três partidas decisivas. O treinador vem mantendo uma base desde que assumiu o comando do time, mas não esconde que as mudanças táticas contra União e Cianorte – quando passou do 3-5-2 para o 4-4-2 -lhe agradaram. "Você usa a roupa de acordo com a festa", disse, dando a entender que um novo posicionamento pode ser adotado sábado.

Apenas uma mudança foi antecipada: Wellington Paulista inicia o jogo no ataque, na vaga de Marlon. Mesmo perdendo boas chances em Cianorte (ele atuou apenas no segundo tempo), o atacante agradou a Lori. "Sua movimentação foi boa e espero que o time seja mais contundente e eficiente nas finalizações", explicou o técnico. Indagado sobre Vandinho, destaque do clube na Copa São Paulo, o técnico assegurou que irá lançá-lo no momento certo.

"Estou observando todo o grupo diariamente. Não tenho medo de usar jogadores jovens, mas é preciso cuidado para não queimá-los", justificou. Lori usou como exemplo o caso de Alex, que foi titular da ala direita nos três jogos em que ele dirigiu o tricolor.

Clube faz protesto contra assistente

O técnico Lori Sandri reclamou e a diretoria tricolor formalizou um protesto ao presidente da Comissão de Arbitragem, Valdir de Souza. O alvo da "chiadeira": o assistente Nilton César Madalosso. O bandeira teve uma atuação muito ruim em Cianorte e Sandri confirmou sua preocupação quanto ao nível dos assistentes paranaenses.

"É algo que pode pesar contra eles mesmos quando o campeonato brasileiro começar", disse o treinador. "O que ocorreu em Cianorte foi um absurdo. E só não foi pior porque o Héber (Roberto Lopes) é um árbitro muito experiente", disparou. Lori reclama de pelo menos dois impedimentos, para ele inexistentes, no primeiro tempo. "Ele amarrou o meu time", disse. Mas, o lance que detonou o protesto ocorreu na etapa final.

Márcio, atacante do Cianorte, em posição irregular, quase marcou um gol nos minutos finais. "Um erro como esse poderia ter nos tirado do campeonato. É algo muito sério", disse Lori. O técnico fez questão de isentar o árbitro do jogo, Héber Roberto Lopes. "Sua atuação foi muito boa. Não tenho nada a contestar, pois o pênalti contra nós realmente existiu." O presidente José Carlos de Miranda e o vice de futebol José Domingos conversaram com Valdir de Souza, mas não encaminharam nenhum pedido de veto à Federação Paranaense de Futebol.