Líder da primeira fase do Campeonato Paranaense, com cinco vitórias, três empates e três derrotas, dono da melhor defesa da competição, com apenas sete gols sofridos, e com o quarto melhor ataque, ao lado do Cianorte, com 15 gols marcados, o Paraná fechou a primeira parte de 2014 com chave de ouro. Porém, para ser o dono da melhor campanha do Estadual até aqui, foi preciso rever conceitos.

Apesar de terminar em primeiro, o Tricolor oscilou ao longo do Paranaense. Começou liderando o torneio logo na primeira rodada, mas depois sofreu três derrotas consecutivas, para Maringá, Coritiba e J. Malucelli, que derrubaram o clube para fora do G8, aparecendo entre aqueles que estariam no Torneio da Morte, na luta contra o rebaixamento. Foi aí, no pior momento paranista na competição, que foi preciso uma mudança drástica e andar para trás para conseguir a reação. “Nós treinadores temos que ter um equilíbrio interno e fazer análises no momento certo. Após a terceira derrota fizemos uma análise, dei dois passos atrás, vi o cenário e notei que precisávamos mudar. Não a atitude, mas mudamos o modelo implantado”, afirmou o técnico Milton Mendes, se referindo ao esquema tático utilizado.

Até então, o Tricolor jogava no 4-3-3, apenas com Lúcio Flávio na armação e dois pontas auxiliando o centroavante. Mas com os resultados negativos, a formação tática passou para o 4-2-3-1, com Lúcio Flávio, Fernando Gabriel e Paulinho Oliveira se responsabilizando pela armação e Giancarlo sozinho na área.

A partir daí, na quinta rodada, veio o momento de ascensão. De lá para cá, são sete partidas de invencibilidade, com quatro vitórias e três empates. Porém, as três igualdades aconteceram de forma consecutiva e geraram novas dúvidas em cima do Paraná, motivo de uma certa irritação no treinador. “Existem muitas coisas boas aqui dentro, mas pouco exaltadas. Se exaltam muito mais os problemas do que as virtudes. As pessoas não valorizaram o Paraná. Fomos desrespeitados”, disse ele.

Favoritismo

Porém, Milton Mendes prefere deixar tudo que aconteceu para trás. Ou quase tudo. Sem esquecer o bom momento do time, o comandante tricolor evita apontar um favoritismo absoluto ao Paraná e lembra que existem adversários duros na caminhada rumo ao título. “O objetivo era se classificar, ficamos em primeiro, com a melhor defesa e artilheiro do campeonato. A equipe está em uma crescente, mas tem outros times bons, como o Maringá, o J. Malucelli, Atlético, Coritiba. O campeonato está recheado de boas equipes e vamos fazer nossa parte, devagar, sem muitas exaltações”, avaliou o treinador.