No dia em que fez aniversário, o Paraná Clube promoveu um jantar na sub-sede social da Kennedy, na noite desta quinta-feira (19), para comemorar os 30 anos de história. Cerca de 250 pessoas compareceram. Com presença de ex-atletas, a confraternização foi marcada por nostalgia e lembranças do passado.

Soberano na década de 90, com seis títulos estaduais e um nacional em dez anos, o Tricolor forjou seus maiores ídolos justamente nesse período. O último título foi o Estadual de 2006. O Tricolor ainda conquistou a João Havelange, correspondente à Série B, em 2000, além do acesso em 2017.

O clube, em seu site oficial, promoveu uma votação aberta aos torcedores para a seleção dos 30 anos. O time foi formado com: Régis; Gil Baiano, Edinho Baiano, Ageu e Ednelson; Hélcio, João Antônio, Adoílson e Ricardinho; Maurílio e Saulo. O técnico é Caio Júnior, que também teve trajetória marcante dentro de campo com a camisa paranista.

Seleção dos 30 anos do Paraná. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/Gazeta do Povo

Seleção dos paranistas históricos

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Desses, apenas Ageu, Hélcio e Maurílio também jogaram no início dos anos 2000. Todos os ex-jogadores históricos compareceram ao evento comemorativo do Tricolor. Eles foram homenageados com placas. Já Caio Júnior faleceu no trágico acidente aéreo da Chapecoense, no final de 2016, na Colômbia. Ele foi representado por seu filho, Gabriel Sarolli.

“É difícil um jogador ficar muito tempo, o futebol está mudado. O jogador tem um certo destaque e já é negociado, até pela necessidade do clube fazer receita. Assim não cria identificação, como tivemos. Agora é torcer para o time se reerguer novamente e alcançar títulos”, avaliou Ageu, que já foi auxiliar e trabalha na coordenação de captação de jogadores do sub-12 ao sub-20 do Cruzeiro.

Além dos atletas, a cerimônia também teve homenagens aos ex-presidentes, ex-técnicos, cinco funcionários com 30 anos de casa, à organizada Fúria Independente e aos torcedores em geral, representados pela torcedora Itauana Morgenstern.

Em complicada situação financeira, com salários atrasados e licitação para arrendamento do departamento de futebol, o Paraná chega em 2020 com incertezas. A diretoria ainda não definiu um técnico e não contratou ninguém. O elenco se apresenta no início de janeiro.

“É uma satisfação imensa participar disso tudo. O clube nasceu gigante, passa por percalços e temos que reagir. A torcida precisa se unir para ajudar. Não adianta só cobrar. Mas, acima de tudo, tem que ter profissionalismo”, cobrou Saulo, maior artilheiro da história, com 104 gols.

Já na Vila…

Paralelamente ao evento oficial, a torcida paranista promoveu a “Festa do Povo” no estacionamento da Vila Capanema. A festividade seria em frente à Kennedy como forma de protesto pelo preço do jantar, de R$ 100, sem direito a bebida, mas teve que mudar de local pela burocracia de liberação por ser uma praça pública.

Aproximadamente 300 torcedores comemoraram o aniversário do Paraná com muito churrasco e bebidas, além de cânticos sobre o Tricolor. Cada um podia levar o que fosse consumir.

Uma presença ilustre foi do goleiro aposentado Marcos, que também já trabalhou como gerente de futebol do clube. Ele sorteou a camisa de aquecimento que usou em sua última partida como profissional, no empate por 1×1 com o Boa Esporte, no Couto Pereira, pela rodada final da Série B, em 2017, no ano do acesso.

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