Num jogo dramático, em que a raça prevaleceu à técnica, o Paraná Clube largou com vitória na fase decisiva do Estadual. O placar apertado, 1 a 0, no Durival Britto, sobre o Cianorte, foi intensamente comemorado por jogadores e comissão técnica. Se o futebol apresentado ainda não é de primeira, pouco importa. Wagner Velloso, pragmático, quer o time somando os pontos necessários para alimentar o sonho do título. O próximo desafio, agora, será fora de casa, frente ao surpreendente Nacional, que segue como a principal força do interior.

Insinuante, o Tricolor começou o jogo a toda. Com a presença constante dos alas no ataque, o time pressionava o Cianorte e dava a sensação de que venceria ao natural. Porém, o domínio territorial não se traduzia em finalizações. A melhor oportunidade surgiu num arremate de fora da área de Lenílson.

Mas, com Wellington Silva vencendo o duelo com os zagueiros adversários, o gol era questão de tempo. E ele veio, aos 25 minutos. Wel-lington Silva, como um ponta, fez a jogada pela direita e no corta-luz de Bruninho, Fabinho bateu de prima para estufar a rede do Cianorte.

Era tudo o que Velloso queria. Com a vantagem parcial, posicionou seu time na intermediária e começou a explorar os contragolpes com Bruninho e Lenílson, minando a marcação do Leão do Vale. Resultado: em poucos minutos, três amarelos para os defensores do Cianorte.

Velloso só não contava com o “relaxamento” do seu time. O Paraná afrouxou a marcação e passou a oferecer espaços antes inexistentes para o adversário. Foi assim e com a boa movimentação de seus laterais e meias que o Cianorte cresceu.

Esteve a pique de empatar com Fernandinho (que carimbou a trave) e Marquinhos. No último minuto, o lance capital que mudaria o perfil da partida. O estreante Leandro, até então com uma atuação perfeita, vacilou. Élton roubou a bola e foi duramente atingido por Rodolfo.

Héber Roberto Lopes não pestanejou e expulsou o goleiro tricolor. Velloso, para colocar em campo o reserva Ney, optou por sacar Wellington Silva, a única referência ofensiva do time.

Adotando um esquema defensivo e postado em seu campo, o Paraná pouco arriscou no 2.º tempo. Logo, Ivo Secchi reforçou o ataque e partiu para o “abafa”. Porém, apesar do esforço, o Cianorte não conseguia furar a defesa tricolor. O jogo ficou feio, irritando os quatro mil torcedores presentes.

Mas, nem diante das vaias o Paraná mudou sua postura. Velloso até tentou tornar a equipe mais aguda, mas Peterson entrou muito mal, displicente. O jeito foi deixar o tempo passar e esperar o apito final. Melhor para o Paraná, que arrancou somando três pontos e confirmando a sua melhor sequência de vitórias (3) nesta temporada.