Com a mesma proposta de jogo aplicada nos jogos iniciais do Brasileirão-2002, o Paraná Clube recebe o São Paulo – às 16 horas, no Couto Pereira – em busca de reabilitação. O tropeço frente à Portuguesa não trouxe maiores preocupações para a comissão técnica por um motivo justificável: o time teve um bom volume ofensivo e só pecou nas finalizações. Por isso, a missão hoje é “acertar a pontaria” e garantir a manutenção do aproveitamento máximo em casa. Todos esperam casa cheia e a diretoria estima que 20 mil torcedores marcarão presença.

O ingresso de arquibancada custa R$ 10,00, com sócios, mulheres, menores e estudantes pagando R$ 8,00. Comprando o Pass Card, o torcedor garante presença nos 11 jogos que o clube ainda disputará em Curitiba e com acesso às cadeiras. O “pacote” custa R$ 92,00, mas os sócios pagam R$ 55,00. “Precisamos deste apoio, desta energia extra”, disse o meia Émerson, uma das novidades da equipe. O técnico Otacílio Gonçalves confirmou a sua entrada no meio-de-campo e a de Xandão na zaga. Eles substituem Sidnei e Cristiano Ávalos, suspensos. “Mudanças simples e que não modificam o nosso perfil tático”, explicou Otacílio.

Xandão iniciou os treinamentos para este Nacional como titular. Perdeu a vaga após uma lesão no tornozelo, pois Cristiano teve bom desempenho nos treinos e amistosos. “A chance surgiu, agora é mostrar um bom futebol e esperar o reconhecimento da comissão técnica”, disse. Formado nas categorias de base do São Paulo, ele diz conhecer muitos dos jogadores do atual elenco paulista e não prevê problemas de entrosamento com Fábio Luís. “Já treinei ao seu lado e é só conversar bastante”. O sistema defensivo já foi aprovado nos testes contra São Caetano e Portuguesa, mas hoje deverá ser ainda mais exigido. “O São Paulo possui um estilo agressivo. Por isso, é preciso cautela e participação coletiva”, disse Leandro.

Se a proposta de jogo do adversário teoricamente obrigará o Paraná a se resguardar, em contrapartida o ataque paranista deverá ter mais espaços para jogar. “Desperdiçamos algumas oportunidades nos primeiros jogos, mas eu tive raras chances. A bola não está chegando”, disse o centroavante Márcio. “Quando perco um gol, me cobro ainda mais, mas quando a bola não vem, é cruel”. O atacante é a maior esperança da equipe e o jogador mais valorizado do elenco para futuras transações. Sua meta é superar a marca do ano passado, quando balançou as redes 11 vezes. “Já passei em branco em dois jogos. A história não pode se repetir neste domingo”.

Um adversário que joga duro

Wladimir Miranda

São Paulo (AE) – O time de personalidade frágil, que fracassava na hora da decisão, faz parte do passado. O São Paulo quer provar que mudou sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira.

Contra o Paysandu, a equipe foi buscar a vitória depois de ficar com 10 jogadores em campo – o zagueiro Ameli foi expulso aos 24 minutos do primeiro tempo. Em Taguatinga, mais obstáculos. Os jogadores do Gama abusaram das jogadas violentas.

É Júlio Baptista quem fala: “Estamos muito mais fortes na marcação. O Oswaldo nos alertou de que precisávamos jogar mais duro. Ele disse que tínhamos que jogar com virilidade. Isso não significa que vamos ser desleais”, garante o meio-campista.

PARANÁ X SÃO PAULO

Local:

Couto Pereira

Horário:

16h

Árbitro:

Leonardo Gaciba da Silva (RS)

Assistentes:

Altemir Hausmann (RS) e José Antônio Chaves Filho (RS)

Paraná

Marcos; Luís Paulo, Xandão, Fábio Luís e Fabinho; Leandro, Émerson, Ronaldo e Alexandre; Maurílio e Márcio. Técnico: Otacílio Gonçalves

São Paulo

Rogério Ceni; Gabriel, Ameli, Jean e Jorginho Paulista; Maldonado, Fábio Simplício, Júlio Baptista e Kaká; Reinaldo

e Luís Fabiano (Oliveira).Técnico: Oswaldo de Oliveira.