Foto: Orlando Kissner/Tribuna
 Muçamba espera renovar
com o Paraná Clube.

Nos últimos três anos, o Paraná Clube deixou prematuramente o Campeonato Paranaense.

Fato frustrante para a torcida, mas com um lado positivo – diretoria e comissão técnica tiveram tempo para arrumar o time pensando exclusivamente no Brasileirão, principal competição da temporada. Agora, sem a mesma folga, o clube tenta amenizar o prejuízo destinado a quem tem calendário apertado.

A classificação para as quartas-de-final deixa o Tricolor envolvido com o Estadual pelo menos até 19 de março, data do jogo de volta contra o Iraty. Seriam quatro semanas até o início do Brasileiro – menos do que os 31 dias de entressafra entre o término da participação do clube no Estadual de 2005 e o primeiro jogo do Nacional do mesmo ano.

Se chegar às semifinais e finais do Estadual-06, o prazo de descanso cai para 17 e 6 dias, respectivamente.

A eliminação antecipada indiretamente rendeu bons frutos no passado. Em 2003, o técnico Cuca pôde assistir pessoalmente a vários jogos e indicar atletas para o Brasileirão. O time largou bem e chegou a ocupar as primeiras colocações do torneio. No ano passado, Lori Sandri treinou uma base e montou o esquema tático da equipe que faria a melhor campanha tricolor em brasileiros.

A diretoria garante que o sucesso momentâneo no Paranaense não vai interferir negativamente na preparação para o Brasileiro. ?Além de acompanharmos o Paranaense, nosso olheiro (Will Rodrigues) tem visto jogos do Paulista, Catarinense, Gaúcho e outros. Sabemos do que precisamos para o Brasileiro?, afirma o vice-presidente de futebol, José Domingos.

De acordo com o dirigente, o clube já tem alguns nomes relacionados e fez os primeiros contatos. Um fato positivo é que o time não sofrerá tantas modificações entre o Estadual e o Brasileiro como nos anos anteriores. ?A maioria de nossos atletas jogou o Brasileiro do ano passado e já está aprovada. Só precisamos trazer alguns jogadores?, falou José Domingos, sem especificar a quantidade.

Por outro lado, o próprio dirigente cita um fator que pode atrapalhar o entrosamento da equipe antes do Nacional. ?Não vamos anunciar reforços com o Estadual em disputa. Isso desestimularia quem está jogando. E nem queremos falar sobre isso agora?, disse.

A diretoria também terá que correr contra o tempo para renovar contratos de jogadores como Beto e Rafael Muçamba, que terminam logo após o Estadual.

Campo de ?experiência?

Depois de alguma hesitação, o Paraná B confirmou sua presença na Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense. E, mesmo com a discordância de alguns pequenos, o Tricolor emplacou o formato de competição que sugeriu no arbitral realizado ontem.

A regionalização em três grupos foi uma idéia tricolor para reduzir os gastos com deslocamento. Assim, a viagem mais longa que o Paraná B terá na primeira fase será de 237 quilômetros até União da Vitória, sede do redivivo Iguaçu. Os outros adversários no grupo A são Operário Ferroviário (Ponta Grossa), Adapar (Almirante Tamandaré), Real Brasil (Curitiba) e São José (São José dos Pinhais).

O torneio deve começar em 7 de maio. A participação do Paraná B, além de questionada internamente logo após o lançamento da idéia, foi contestada por times como o Engenheiro Beltrão. Mas além do Tricolor, o Londrina também vai lançar seu ?clone? na Segundona.

De acordo com o presidente José Carlos de Miranda, o clube não contrata ninguém para tocar o Paraná B. A comissão técnica será a mesma do time principal e nos dias de jogos um membro dela – provavelmente Ary Marques – dirigirá o ?Tricolorzinho?. A equipe será formada por jogadores excluídos do time de cima, juniores e juvenis. ?Se não houver coincidência de horário, toda a comissão técnica irá assistir aos jogos do time B para avaliar os jogadores?, determinou o presidente.