O Paraná Clube admite o favoritismo do adversário, mas promete superação para fechar o ano com seu melhor desempenho na Série B, desde que a competição passou a ser disputada por pontos corridos. Com 51 pontos, o Tricolor já assegurou o 10.º lugar, mas uma vitória no clássico frente ao Atlético – sábado, no Janguito Malucelli – pode valer até a 8.ª colocação. Pouco para quem sonhava com o acesso, mas uma posição honrosa para quem iniciou a temporada desacreditado e apontado como “candidato” ao rebaixamento.

“O Atlético, eu diria, tem um pequeno favoritismo. Está lutando pelo acesso, joga em casa. Mas, em clássico, tudo pode acontecer”, disse o apoiador Lúcio Flávio. “Os resultados da última rodada foram favoráveis a eles (os atleticanos). O São Caetano não venceu e, agora, eles podem até perder e mesmo assim subir”, lembrou. No caso de um revés, o Rubro-Negro dependeria de um deslize do Vitória (que joga em casa contra o Ceará) ou do fracasso do São Caetano, que não poderia vencer o Guarani, em Campinas.

Lúcio Flávio garante que o Paraná não vai a campo disposto a impedir o acesso do rival. “Vamos em busca da vitória. Nosso foco é o Paraná. O que irá acontecer com o Atlético não nos interessa”, frisou. O camisa 10 vê seu time num bom momento, após três vitórias seguidas. “Superamos um momento de dificuldade interna. Felizmente as coisas estão se acertando e isso nos dá ainda mais confiança para este jogo”. Lúcio Flávio, mesmo reconhecendo a qualidade do piso de jogo, prevê um clássico truncado, por conta das dimensões reduzidas do campo do Janguito.

“É um bom estádio. Mas, um jogo como este merecia um palco maior. Até pela questão do conforto e da segurança dos torcedores”, analisou. Lúcio Flávio, porém, evitou polemizar sobre a escolha do Ecoestádio. “Quem liberou o estádio deve ter tido critério para isso. Se a Polícia Militar garante a segurança, tudo bem”. Para o jogador, a parte que cabe aos atletas é entrar em campo e fazer um grande jogo. “Lamentamos o fato de termos ficado fora da briga, por vários aspectos. Mas, colocamos na cabeça que seria importante fechar o ano bem, vencendo. Fizemos isso contra CRB, Ipatinga e ASA. Só que agora o grau de dificuldade é maior”.

O Tricolor, para fechar 2012 com sua melhor campanha na Série B, desde a queda, terá que derrotar o Atlético. Assim, chegaria aos 54 pontos, superando a marca de 2009 e 2010, quando totalizou 53 pontos. “Seria importante atingir esse número, confirmando o bom trabalho realizado ao longo do ano, praticamente com o mesmo grupo”, ressaltou o gerente Alex Brasil. “Diferente de outros anos, além de contratar menos, nós não perdemos ninguém durante a competição. Mantivemos os nossos jogadores, apesar de todas as dificuldades”, concluiu o presidente Rubens Bohlen.