O Paraná Clube largou bem na minimaratona de cinco jogos em apenas quinze dias. Esta sequência de jogos definirá a sorte do clube nesta Série B. Após atropelar o Náutico (2×0), o time de Guilherme Macuglia já está focado no jogo desta terça-feira, em Juazeiro do Norte, frente ao Icasa. Na sequência, o Tricolor encara Vitória, Duque de Caxias e ASA. “Um passo de cada vez. É assim que a gente vai levando”, avisa o treinador, sem se empolgar com a primeira vitória da equipe sob a sua direção.

“Estamos correndo atrás. O mais importante é que a boa atuação contra o Náutico devolveu confiança ao grupo”, ressaltou Macuglia. “Qualidade esse grupo já havia mostrado no começo da competição. Faltava acreditar um pouco mais nesse potencial”. Os números comprovam a volta do time guerreiro que empolgou sua torcida na largada da Série B. Frente ao Timbu, vice-líder da Segundona, o Paraná teve 65% de posse de bola. Justamente num ponto que preocupava sobremaneira o novo treinador paranista.

“Para jogar, você tem que estar com a bola. Vi o time abusando dos chutões. Contra o Salgueiro, não houve nenhuma troca de passes. Aí não dá”, recordou Macuglia. Para recuperar o “futebol coletivo”, o treinador usou de muita conversa e treinos intensos. “Acho que por uma série de fatores, a gente havia perdido aquele sentido coletivo. Foi isso que a gente resgatou, todos se ajudando, todos pegando. Aí, fica fácil jogar”, lembrou o zagueiro Brinner, sempre frisando que a vitória contundente sobre o Náutico é um exemplo claro de que “o Paraná voltou”.

Destaque da equipe, agora formando com Flávio a dupla de zaga, Brinner acredita que o Tricolor vai crescer num momento importante da Série B. “Pode escrever, os times lá de cima vão oscilar. E, com o espírito que demonstramos na última sexta, temos tudo para conseguir essa arrancada”. Com base nas últimas temporadas, o Paraná teria que vencer mais nove jogos para sonhar com o acesso. “Isso é relativo. Particularmente, acho que vai dar com menos. Mas, vamos seguindo nossa caminhada, um degrau de cada vez”.

E, para seguir nessa corrida de recuperação, a fórmula é simples. “Temos que ter em todos os jogos, em casa ou fora, o mesmo espírito desse jogo. Só com essa pegada a gente vai brigar pelo nosso objetivo”, lembrou Dinelson, autor do segundo gol tricolor diante do Náutico. “É só ver quantas bolas conseguimos roubar. Marcamos pressão e o adversário não conseguiu jogar. Com essa postura e o apoio da torcida, a gente vai atrás dessa arrancada”, arrematou o camisa 10.

Time precisa melhorar o aproveitamento

O Paraná Clube subiu duas posições, mas reduziu apenas em um ponto o seu déficit para o G4. Agora, são oito pontos de distância para o Sport, que com a goleada sobre o Vitória (4×0, ontem) chegou à 4.ª colocação da Série B. Após 25 rodadas, dois paulistas e dois pernambucanos dominam a área de acesso à primeira divisão nacional. Com 35 pontos, o Tricolor é, agora, o 9.º colocado.

Um fator que poderá dificultar a missão paranista é o fato de que a equipe só irá enfrentar quatro dos oito clubes que estão à sua frente. Da turma do G4, por exemplo, o Paraná só irá encarar a Ponte Preta e o Sport (ambos fora de casa). Os outros confrontos diretos serão com Bragantino e Vitória (estes, na Vila Capanema).

Sob o comando de Macuglia, o Tricolor somou quatro dos seis pontos disputados, num aproveitamento de 66,7%. Caso mantenha esse desempenho nos treze jogos que tem pela frente (sendo seis em casa), o Paraná chegaria aos 61 pontos. Historicamente, 63 tem sido o “número mágico” para o acesso. Porém, em 2006, o Vitória subiu com apenas 59 pontos conquistados. Desde a sua queda, em 2007, o Tricolor ainda não conseguiu superar a barreira dos 53 pontos, marca atingida nas temporadas 2009 e 2010.