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Borges desencantou e marcou
seu sexto gol no Brasileirão.
Na comemoração, cambalhota.

Uma vitória sob medida. Diante de uma tabela complicada que programa dois jogos fora de casa, contra Internacional e Paysandu, o Paraná Clube precisava dos três pontos para se manter numa posição intermediária. Programado para vencer, o Tricolor mandou no jogo e se mostrou uma equipe coesa e eficaz em todos os setores. De quebra, Borges pôs fim ao jejum de quatro jogos sem gols e comandou o time frente ao rival rubro-negro.

O placar de 2×0 representou a quarta vitória consecutiva do Paraná atuando no Pinheirão, num aproveitamento invejável de 66,67%. "E é preciso levar em consideração o fato de que na única derrota os reforços não estavam em campo", lembrou o zagueiro Daniel Marques. "Empatamos dois jogos com a equipe ainda em formação e, agora, o fator campo tem sido muito importante", disse. Há outro número a ser analisado. Nas quatro vitórias, sobre Fortaleza, Atlético-MG, Figueirense e Atlético-PR, o time não sofreu gols.

"É resultado da boa sintonia do nosso sistema de marcação", afirmou Marcos. O líbero foi o último a entrar na zaga e superou um momento inicial de críticas (onde, reconhece, estava fora de forma) para se tornar um dos destaques da equipe. O técnico Lori Sandri conseguiu encaixar com perfeição as características distintas dos três zagueiros, sendo que Marcos, mais experiente, deu qualidade à saída de bola. "O Paraná está consistente. Isso nos dá tranqüilidade lá atrás, pois todos marcam e os nossos volantes ajudam muito", comentou Marcos.

Ele é apenas um dos desfalques do Paraná para o jogo de quinta-feira. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, ele não enfrenta o Internacional, assim como o lateral Neto e o atacante André Dias, expulsos no clássico. Rafael Muçamba volta ao time, mas Renaldo é dúvida. "Temos alguns dias para escolher a melhor formação e trabalhar esse time. O importante é que continuamos com uma campanha muito sólida, contrariando a expectativa da crítica nacional", disse Lori Sandri, logo após a partida.

Quem comemorou muito a vitória foi Borges. O jogador admitiu que a ausência de gols o estava deixando tenso. "E, para piorar, ainda tentaram criar um clima para mim, com mentiras", desabafou. O jogador preferiu não citar nomes, mas diz que já sabe quem disse que ele jogou a camisa do Paraná no chão, ao ser substituído frente ao Corinthians. "O importante é que o torcedor sabe que eu jamais faria isso e continua me incentivando. Por isso, fiz questão de comemorar com a Fúria esta vitória." Foi o sexto gol de Borges com a camisa tricolor, principal artilheiro do clube neste Brasileirão.

A vitória no clássico elevou a 52,38% o aproveitamento no Paraná neste Brasileiro, mantendo inalterada a programação da comissão técnica. "Seguimos nosso caminho, dando um passo de cada vez, com muita seriedade", comentou Lori, que fez rasgados elogios à aplicação do time, que conseguiu fazer um bom jogo, mesmo num gramado encharcado. "Evitamos toques laterais. Fomos precisos nas bolas enfiadas em profundidade e, de quebra, ganhamos a maioria dos rebotes, ofensivos e defensivos", finalizou, mostrando, na prática, os fatores que determinaram o resultado positivo.