Cristiano Ávalos marcou o
segundo gol do Paraná no finalzinho.

O Paraná Clube se despediu do período de preparação para o Campeonato Brasileiro com uma vitória discreta diante do Império Toledo, ontem à tarde, em Toledo. Apesar de estar com o time reforçado com o trio Luís Paulo, Alexandre e Márcio, que estavam emprestados ao Iraty, o Tricolor esbarrou na forte marcação do adversário e só consegui decretar a vitória por 2 a 1 aos 43 minutos do segundo tempo, usando, literalmente, a cabeça. “Foi um jogo complicado porque eles marcaram duro, às vezes até de modo desleal”, reclamou o volante Sidnei após o jogo.

De fato, o poder de marcação do Império dificultou o trabalho do Paraná Clube, que poucas vezes conseguiu chegar ao gol adversário nos primeiros minutos do jogo. Como com a bola no chão estava difícil penetrar na área adversária, a opção foi abrir as jogadas e abusar do jogo aéreo. Foi asssim que o Paraná chegou ao primeiro gol. Aos 25 minutos, Luís Paulo fez boa jogada pela direita e cruzou certeiro para Márcio cabecear para o fundo da rede. O gol deixou a equipe mais confiante e o meio-de-campo tricolor passou a dominar as principais jogadas do jogo, especialmente com o bom rendimento do meia Ronaldo. “Nós não estávamos saindo da marcação. Quando dominamos o meio, começamos a distribuir melhor as jogadas”, apontou o técnico Otacílio Gonçalves, no intervalo.

Mas o domínio tricolor foi abalado no início da segunda etapa, com uma bela jogada do meia Souza. Depois de se livrar de três marcadores, ele passou a bola para Valdo, que chutou na saída de Marcos, empatando a partida aos 7 minutos. O gol até fez com que o Toledo se soltasse um pouco ao ataque, mas bastaram alguns contra-ataques do Paraná para a marcação voltar a ser a máxima da equipe interiorana.

No entanto, o Tricolor continuou insistindo e foi premiado aos 43 minutos. Após a cobrança de escanteio de Maurílio, Cristiano Ávalos subiu mais que a zaga e fechou o marcador, com mais um de cabeça. “A partida foi importante para entrosar o time para a estréia. Com a volta do pessoal que estava no Iraty, vamos com tudo para o Brasileirão”, afirmou o atacante Maurílio. O tricolor estréia no campeonato nacional no próximo sábado, contra o São Caetano, provavelmente no Pinheirão – o estádio deve ser liberado no meio da semana para os jogos.

Sede do Tarumã é penhorada

O que era uma ameaça tornou-se uma triste realidade para o Paraná Clube. Na última quinta-feira, o juiz Marco Antônio Antoniassi determinou a penhora de parte da sub-sede do Tarumã, o antigo imóvel do Palestra Itália, o equivalente a uma área de 8.170m2. Um dia depois, o oficial de justiça João Luiz Soares assinou o auto de penhora, excutando a determinação judicial. Com isso, se o Paraná não quitar a dívida equivalente a R$ 40 mil, corre o risco de ver esse patrimônio leiloado.

A penhora é resultado de uma ação movida pelo ex-conselheiro do clube, Aldo Evaristo Fernandes, que fez um empréstimo ao clube e não recebeu a devolução da totalidade da quantia. “Fiz um empréstimo de R$ 60 mil ao clube e recebi apenas R$ 30 mil. Com a intenção de resolver a situação, porcurei por diversas vezes o presidente do clube, Ênio Ribeiro, mas ele não me recebeu”. O desdém do dirigente é o motivo alegado para a entrada com o processo. “Só estou pedindo o que me é de direito. Acho que mereceria um pouco mais de consideração”, afirmou o empresário.

Conforme a Tribuna adiantou, o Paraná Clube foi notificado do processo no dia 24 de julho. Sem dinheiro em caixa, o clube decidiu indicar uma das unidades do edifício Real Plaza, sito na Rua Afonso Camargo. No entanto, como o referido prédio não foi concluído – é um esqueleto de concreto – o advogado de Fernandes, Oswaldo Horongozo, indicou parte da subsede do Tarumã. “Indicamos a porção do terreno que foi comprada pelo Palestra. Diferente da porção doada pelo governo, ela pode ser penhorada”, disse Aldo Fernandes.

A Tribuna tentou insistentemente ouvir o Paraná Clube. No entanto, as tentativas de contato com o presidente do clube, Ênio Ribeiro, e com o advogado do Paraná, Luiz Renato Silveira, foram infurtíferas, uma vez que os respectivos celulares estavam desligados.