O clássico desta tarde (15hh55), na Vila Capanema, é uma verdadeira “prova de fogo” para o técnico Caio Júnior. O Paraná Clube entra em campo com a vantagem do empate, mas uma postura “burocrática” é inadmissível neste confronto com o Coritiba e com Paulo Bonamigo. O técnico comandou o Tricolor – e armou o time – por pouco mais de um ano, antes da transferência para o Alto da Glória. De líder a rival, Bonamigo deixou nesta trajetória, muitas amizades e algumas mágoas.

Durante os últimos dias, voltaram a ser assunto declarações do treinador feitas assim que assumiu o Coritiba. Disse, na época, “que agora estava assumindo um clube que lhe daria condições de brigar por um título”. Palavras que feriram intimamente uma parte dos jogadores paranistas. O fato de Bonamigo não ter ido ao clube, despedir-se do elenco, também não foi bem recebido pelos atletas. Mesmo evitando frases polêmicas, os jogadores deixaram transparecer um certo “clima de revanche”. Alexandre, foi mais direto e disse: “vamos fazer ele se arrepender de ter deixado o clube”.

Amigo pessoal de Bonamigo, Caio Júnior preferiu ressaltas as qualidades do rival, responsável direto pela sua ascensão à equipe principal, poucos meses após ter assumido o time de juniores. “Ele sempre foi um grande companheiro, desde os tempos em que jogamos no Grêmio”. A dupla conquistou o tricampeonato gaúcho. “Até pelo conhecimento que ele possui de todo o grupo, não vou lhe dar armas”, disse. Mesmo reconhecendo ser difícil surpreender Bonamigo, Caio Júnior pode aplicar algum novo artifício no jogo desta tarde.

“Sempre há uma jogada ensaiada ou alguma variação que pode, mesmo que momentaneamente, surpreender”, avisou. Caio não esconde que as “bolas paradas” podem fazer a diferença neste clássico. Não só pela rivalidade, que cria a expectativa de marcações acirradas, mas principalmente pelo estado do gramado, pouco propício para um toque de bola qualificado.

Caio Júnior só confirma o time pouco antes da bola rolar. Mantém dúvida entre um time mais compacto – com a simples entrada de Goiano na lateral-direita (pois Luís Paulo está suspenso) – ou uma formação agressiva. Neste caso, Luciano entra no ataque para a saída de um dos alas, Goiano ou Fabinho. Para ocupar este espaço, o técnico recorreria ao recuo de Maurílio ou Alexandre, respectivamente.

Só vitória salva o semestre

Cristian Toledo

Não há muito o que pensar. O Coritiba tem apenas um resultado em sua conta na partida de hoje: a vitória. Sem ela, adeus primeiro semestre, já marcado pelos fracassos na Copa do Brasil e na Copa Sul-Minas. O supercampeonato paranaense é a última chance de sucesso antes do Brasileiro.

A partida desta tarde marca o retorno a um local que traz lembranças terríveis para a torcida coxa. Foi no Durival Britto, dia 6 de abril, que o Paraná trucidou o Cori por 6 a 1, resultado que precipitou a demissão de Joel Santana e a parcial reformulação do elenco.

E o técnico que comandou aquela vitória paranista hoje é o responsável pela revitalização do Coritiba. Paulo Bonamigo, mesmo não querendo, é a figura representativa da partida. Ele é a peça inicial da mudança que aconteceu no clube.

Mas a equipe ainda não conseguiu o rendimento desejado. Na partida contra o Grêmio Maringá, o Cori jogou mal e perdeu várias vantagens. Além da necessidade de vitória, hoje, há problemas. O meia Sérgio Manoel continua lesionado e não deve jogar. Desfalque certo é o zagueiro Danilo, contundido.

Com isso, Bonamigo mais uma vez se verá forçado a alterar a equipe – duas mudanças eram naturais: os retornos de Reginaldo Araújo e Da Silva, após cumprirem suspensão. Na defesa, joga Roberto. Na ala-esquerda, o titular deverá ser Lira. Badé, que não esteve bem contra o Grêmio, sequer foi relacionado para a concentração.

SUPERCAMPEONATO PARANAENSE

SEMIFINAL

PARANÁ CLUBE x CORITIBA

Local:

Durival Britto (Curitiba).

Horário:

15h55.

Árbitro:

Carlos Jack Rodrigues Magno.

Assistentes:

Faustino Vicente Lopes e Aparecido Donizete Santana.

PARANÁ

– Neneca; Goiano (Luciano), André, Ageu e Fabinho (Luciano); Hélcio, César Romero, Marquinhos e Alexandre; Maurílio e Adriano Chuva. Técnico: Caio Júnior.

CORITIBA

: Fernando; Roberto, Picolli e Willians; Reginaldo Nascimento, Roberto Brum, Reginaldo Araújo, Lira (Sérgio Manoel) e Alexandre Fávaro; Da Silva e Liédson.

Técnico:

Paulo Bonamigo.