Alex volta ao Botafogo
depois de 40 dias afastados.

A diretoria do Paraná prepara um documento a ser encaminhado – via Federação Paranaense de Futebol – à CBF. Um protesto formal pelas más arbitragens. “Estamos reunindo algumas fitas, anexando os lances em que visivelmente fomos prejudicados”, confirmou o vice-presidente José Domingos. As reclamações antecedem inclusive os recentes “erros”, nos jogos frente a Ponte Preta e Guarani.

“Há uma somatória de lances que nos custaram alguns pontos. Isso poderá fazer a diferença no momento da definição”, explicou. No último sábado, o Paraná reclamou muito da expulsão de Beto, que em poucos minutos recebeu dois amarelos e teve que deixar o gramado ainda com 25 minutos do primeiro tempo. Fato similar ocorreu nos jogos frente a Criciúma e Ponte Preta, quando o Paraná ficou reduzido a dez jogadores nos primeiros minutos da partida.

“Foram lances decisivos. Mas, há muito mais. Os erros vão se somando e o grande prejudicado é o Paraná, que tem que superar mais este obstáculo numa momento tão delicado”, disse Zé Domingos. O dirigente não pretende “vetar” nenhum árbitro, mas pedir um melhor critério na montagem das escalas para sorteio e, principalmente, critério dos árbitros e assistentes na aplicação da regra.

Time

A volta de Axel poderá ser a principal novidade do Paraná Clube para o jogo decisivo do próximo domingo, no Caio Martins, frente ao Botafogo. Depois de quarenta dias recuperando-se de lesão muscular, o experiente volante fez seu primeiro coletivo ontem à tarde, na Vila Capanema. O jogador – que até então era o mais regular do meio-de-campo – não participou das dez últimas partidas do clube no Brasileirão.

Axel é a opção para a ausência de Beto, que cumpre suspensão. O meio-de-campo pode ter outra mudança, com a volta de Messias, que também está recuperado de contusão e agora aprimora o condicionamento físico. “Creio que ele estará à disposição do Paulo Campos”, disse o preparador físico Wilian Hauptaman. Estão programados dois coletivos para a semana, quando o treinador definirá a equipe.

Além dos volantes, ele já passa a contar com os experientes Émerson e Marcelo Passos, garantindo-lhe opções para a defesa e para o ataque. Eles fizeram o primeiro treino em conjunto ontem à tarde, quando Paulo Campos trabalhou os atletas que não atuaram no último sábado. Também trabalharam o volante Jair Bahia e o atacante Marquinhos, últimos reforços contratados para a seqüência do campeonato.

Quase tudo certo, menos a parte do Paraná

A rodada só não foi melhor porque o Paraná Clube não fez a sua parte e só empatou com o Guarani (0x0). Dentre os retardatários, somente o Flamengo conseguiu abrir ligeira vantagem. Com sete pontos ganhos nas últimas quatro rodadas – desde a volta de Paulo Campos ao comando do time -, o Tricolor atinge exatamente a marca necessária para se garantir na primeira divisão. Se repetir a performance nos quinze jogos que terá pela frente, o representante paranaense se livra do rebaixamento.

Uma projeção com base nos números atuais estabelece que o clube atingir 50 pontos (36,23%) estaria com vaga assegurada para o ano que vem. O Paraná trabalha com uma margem de segurança e a meta é chegar aos 53 pontos, totalizando aproveitamento de 38,41%. Para tanto, terá que continuar com a mesma média das últimas rodadas. Com sete pontos a cada quatro jogos, chegaria às três jornadas finais “no páreo” e precisando de três ou quatro pontos para se livrar da degola.

“Há tempos o Paraná não obtinha essa média de pontuação. E a tendência é melhorar, pois o grupo está fortalecido com as novas contratações”, comentou o técnico Paulo Campos. A conquista de mais 23 pontos representaria um aproveitamento inferior ao conseguido nos quatro últimos jogos, ou seja, 51,11%. Analisando a tabela de forma global, a missão é continua das mais complicadas. Porém, a frieza dos números dá à comissão técnica e aos jogadores a certeza de que o Tricolor atingiu um ponto de estabilidade.

Curiosamente, são os jogos fora de casa que dão ao Paraná o “oxigênio extra” para a sua reação. O clube ficou por 27 rodadas sem vencer na condição de visitante. Mas, desde a volta de Paulo Campos, foram duas vitórias em dois jogos, sobre Cruzeiro (4×1) e Ponte Preta (2×0). “Uma pena que não conseguimos o mesmo rendimento em casa”, lembrou o atacante Galvão. Tivesse superado São Paulo e Guarani, o Tricolor já estaria fora da zona de rebaixamento.

No geral, o rendimento de Paulo Campos – em 15 jogos – é de 44,44%, com 5 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. Se fizer campanha idêntica nas rodadas finais, o Paraná chegará aos 50 pontos e ficará na dependência de algumas combinações. O Paraná faz ainda cinco jogos “de seis pontos”, contra equipes que também correm risco de rebaixamento. Dois destes jogos serão fora, contra Botafogo e Criciúma. Os outros confrontos têm mando do Tricolor, frente a Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio.

Paulo Campos confia na coesão do grupo, fortalecido com as chegadas dos experientes Marcelo Passos e Émerson. A dupla já estará à disposição do treinador para o jogo no Rio de Janeiro. O Paraná, que não terá Beto, suspenso, contará ainda com as voltas de Axel, após quarenta dias no departamento médico, e Messias. O restante do time não deve sofrer alterações.