Dois jogos seguidos sem vencer e liderança perdida. Apesar de fazer um bom Campeonato Paranaense, o Paraná Clube foi muito questionado pelas atuações apresentadas na derrota por 3×0 para o Coritiba e no empate em 0x0 com o Cascavel. E com razão. Depois de um começo muito animador, o Tricolor caiu muito de produção, principalmente o setor ofensivo.

Nos últimos quatro jogos, a equipe paranista marcou apenas um gol, na vitória por 1×0 sobre o Atlético. Esse baixo rendimento tem ligação direta com o artilheiro do Paraná, Lúcio Flávio. O jogador já tem seis gols no Estadual, mas depois que se lesionou diante do Tubarão, o técnico Claudinei Oliveira não achou um substituto à altura. Ainda no jogo no interior e nos clássicos contra Furacão e Coxa, o escolhido foi Toni, que também passou em branco e pouco tocou na bola.

No duelo com o Cascavel, no último domingo (13), Lúcio Flávio se recuperou e virou a esperança do treinador e do torcedor, mas nitidamente sem ritmo, também não vingou. Agora, contra o Foz do Iguaçu, no domingo, o ataque tem que voltar a funcionar para que a vantagem conquistada pelo Tricolor até aqui não seja desperdiçada. Mas como recuperar o faro de gols do setor ofensivo?

Alternativas, Claudinei tem várias. Talvez o fato de como o Paraná vinha jogando já tenha sido estudado pelos adversários, que anularam as principais jogadas e impediram os gols. Com a semana toda para trabalhar, o técnico pode não só ter criado algumas variáveis – o que poderia ser interessante até para o restante do ano -, como também teve tempo para Lúcio Flávio se recuperar melhor, se readaptar e talvez dar mais trabalho para o adversário.

Uma solução seria alterar a formação tática. Toni não se saiu bem, mas não quer dizer que não possa ser usado em outra função. Saindo mais da área, ele poderia jogar como um pivô, abrindo espaços para que Róbson e Nádson, que são mais rápidos e habilidosos, se infiltrem entre os marcadores com uma condição melhor de finalização.

Uma espécie de elemento surpresa, que poderia ser colocada em prática até mesmo com Lúcio Flávio. Só que o camisa 9 titular já mostrou ter uma característica de matador e talvez tirá-lo da grande área tome mais tempo para uma adaptação, algo que o time paranista, no momento, não tem.

Até por isso, a tendência é que o Tricolor não tenha uma mudança tão drástica. Dificilmente Lúcio Flávio será sacado e seguirá como referência dentro da área. Neste caso, a opção seria uma aproximação maior dos armadores, confundindo a marcação e dando a possibilidade de as bolas sobrarem em maior quantidade ao camisa 9. Ideias, que só Claudinei poderá escolher.