Na proposta de profissionalizar o seu departamento de futebol, o Paraná Clube encontrou em Rodrigo Pastana, a partir de janeiro de 2017, a solução para mudar o rumo da sua história de sofrimento na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. O executivo de futebol paranista, que no ano passado conseguiu montar um time competitivo com pouco recurso financeiro, passou a ser criticado no início da atual temporada. Isto porque o Tricolor, no ano em que voltará a disputar a primeira divisão, colecionou diversos fracassos e terá uma missão difícil pela frente para permanecer na elite do futebol brasileiro.

Se no ano passado Pastana praticamente fez milagre com a montagem de um time competitivo e que conseguiu o acesso à primeira divisão sem dispor de muita verba, o sucesso, por enquanto, não se repetiu. O Paraná Clube, neste começo de temporada e diante do desmanche do elenco que conquistou o quarto lugar na Série B do ano passado, foi ao mercado e contratou mais de 20 jogadores.

O percentual de acerto, no entanto, foi baixo. Alguns jogadores, inclusive, já foram embora. Casos do meia João Paulo e do atacante Zé Carlos, que vão disputar a Série B por Atlético-GO e Criciúma, respectivamente. Outros também deverão pegar o mesmo rumo e não devem permanecer no clube.

O dirigente, então, apesar de ter sido um dos responsáveis pelo fim dos dez anos na Série B, parece não saber lidar com as críticas. Diversas conversas com torcedores do Paraná Clube na rede social particular de Rodrigo Pastana vazaram. Em todas as ocasiões, o executivo de futebol rebateu de forma mais dura os paranistas que questionaram a montagem do elenco e o trabalho da atual diretoria.

Pastana agora tem o ex-goleiro Marcos a seu lado no departamento de futebol. Foto: Daniel Caron
Pastana agora tem o ex-goleiro Marcos a seu lado no departamento de futebol. Foto: Daniel Caron

A preocupação do torcedor faz todo sentido. Isto porque até agora, nas disputas do Campeonato Paranaense e da Copa do Brasil, o Tricolor teve péssimas atuações, foi eliminado das duas competições e terá que melhorar muito seu rendimento se não quiser voltar para a Série B ao final desta temporada.

Além de ter protagonizado alguns desentendimentos com torcedores, Pastana, ainda no ano passado, teria tido alguns atritos internos com integrantes da diretoria. Especula-se que o afastamento do empresário Carlos Werner, principal investidor do clube nos últimos anos e braço direito do presidente Leonardo Oliveira na campanha eleitoral, em 2015, teria a ver com o dirigente.

Mesmo assim, o executivo segue firme e forte, à frente do departamento de futebol do Paraná Clube, agora trabalhando lado a lado com o técnico Rogério Micale para reforçar o time paranista para a disputa do Brasileirão. Terá uma missão ainda mais difícil do que foi a de 2017, já que vai enfrentar os melhores clubes do Brasil, com a tarefa de manter o Tricolor na elite do futebol nacional.