“O que ninguém queria, aconteceu: infelizmente voltamos à Série B do Brasileirão. Lutaremos juntos!”. Foi dessa forma que o Paraná Clube se manifestou pelas redes sociais, na madrugada de ontem, ao ser rebaixado matematicamente à segunda divisão de 2019. Nem um ano depois de garantir o retorno à elite depois de dez temporadas de sofrimento na Segundona, o Tricolor terá novamente uma realidade dura pela frente depois de um ano caótico, de muitas dificuldades, mas, sem dúvidas, de muitos aprendizados.

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Mesmo já rebaixado, o time paranista, que já tratava a Série B como uma realidade, ainda terá mais seis compromissos pela primeira divisão. Estará no caminho de times que lutam contra o rebaixamento, como América-MG, Ceará e Botafogo, de quem luta pelo título, como Palmeiras e Internacional, e Atlético-MG, que ainda busca uma vaga na Libertadores.

Para o Paraná Clube, a reta final do Brasileirão já terá um olhar para 2019. Não à toa, recentemente, demitiu Claudinei Oliveira para trazer Dado Cavalcanti. O novo treinador, que tem um empate e duas derrotas em três partidas à frente do time paranista, assinou até o final do ano que vem para justamente já iniciar o planejamento da próxima temporada.

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O ano que vem, inclusive, será recheado de desafios para o Tricolor. Novamente na Série B, verá sua verba de televisão encolher novamente. Terá que tomar o ano de 2017 como exemplo e, de novo com poucos recursos, tentar montar um time competitivo capaz de voltar para a primeira divisão.

Por isso, esses seis jogos restantes serão importantes. Dado deve continuar dando oportunidades para os jogadores mais jovens e que têm contrato com o clube. Isto porque, pela falta de capacidade financeira para o primeiro trimestre, os atletas que estão subindo das categorias de base devem atuar durante a disputa do Campeonato Paranaense.

Confira a classificação completa do Brasileirão

Mesmo com essa intenção de dar mais chances aos mais novos, o Paraná Clube quer terminar o Brasileirão de forma honrosa. Quer, sobretudo, apresentar um futebol mais competitivo e melhorar seus números que, até agora, estão entre os piores da história dos pontos corridos. Evitar novos vexames será algo positivo para acalmar um pouco a frustração do torcedor e resgatar novamente o “paranismo” que, há um ano, encantou o Brasil na campanha de acesso.

Desde a chegada do novo treinador, a diretoria já planeja a próxima temporada. Apesar de, atualmente, o ex-goleiro Marcos ser o responsável pelo departamento de futebol, o presidente Leonardo Oliveira já avisou que não haverá a centralização de poder a partir do ano que vem. As decisões serão tomadas em colegiado. Porém, o clube deve buscar mais um nome para compor a cúpula de futebol paranista.

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