Sai Rogério Micale, entra Claudinei Oliveira. A mudança no comando técnico do Paraná Clube, anunciada terça-feira, pode ter sido a última tentativa da diretoria para mudar o rumo do time no Campeonato Brasileiro. Na lanterna e afundado na zona de rebaixamento desde a segunda rodada, o Tricolor precisa mudar tudo. Desde aumentar seu rendimento e seu nível de competitividade até conseguir melhores resultados. Em campo, a campanha terá que ser de time que briga pela Libertadores para conseguir a tão sonhada permanência na primeira divisão.

Reflexo de muitos erros cometidos pelo departamento de futebol durante o ano. Muitos jogadores foram contratados e o nível de acerto foi mais baixo do que em 2017, quando o Paraná Clube conseguiu ter um time mais competitivo, mesmo com um orçamento mais enxuto. Apesar de ter, de fato, o menor investimento entre os 20 clubes da Série A, o time paranista deixou muito a desejar. Caberá agora, a Claudinei Oliveira, assumir a bronca e tentar evitar o retorno do clube para a Série B.

“Essa diretoria não joga a toalha. A mudança agora é diferente do que quando o Wagner (Lopes) saiu, quando faltava desempenho. Agora, a gente sabe que teve desempenho, mas os resultados não vieram. Vamos tentar de novo. Tentar outro discurso, outra metodologia, outro esquema de jogo. O perfil do Claudinei agrada, pelo modelo de jogo que vinha sendo praticado pelo Sport, pelo Avaí no ano passado todo. Fomos buscar dentro de um contexto um nome que realmente nos agradava. Tomara que a gente consiga acertar e que o novo trabalho encaixe”, afirmou Rodrigo Pastana, executivo de futebol paranista.

O dirigente admitiu os erros cometidos neste ano e que culminaram com a péssima campanha do clube até agora no Brasileirão. Pastana lembrou, como sempre, da falta de capacidade financeira do Tricolor, mas admitiu que faltou arriscar mais no Campeonato Paranaense para chegar com uma base pronta para a competição nacional.

Rodrigo Pastana e Marcos elogiaram Claudinei Oliveira. Foto: Jonathan Campos
Rodrigo Pastana e Marcos elogiaram Claudinei Oliveira. Foto: Jonathan Campos

“Nossa questão financeira influencia muito nas decisões. O que eu não faria? Não faria tantas apostas no Campeonato Paranaense. Pela dificuldade de outros estaduais mais fortes e mais rentáveis que o nosso, se tivesse arriscado mais financeiramente no início do ano, talvez o resultado fosse um pouco melhor. Entraríamos no Brasileiro com um elenco, com uma base pronta. Não foi o que aconteceu. Erros acontecem. Assumi uma vez e volto a assumir. Sou o responsável, o comandante do departamento de futebol”, frisou o cartola.

Recém-aposentado dos gramados, o ex-goleiro Marcos, agora gerente de futebol do Paraná Clube, sabe bem o que vai causar uma mudança no comando técnico, especialmente pelo carinho que os jogadores tinham com Rogério Micale. O ídolo paranista dividiu a culpa de forma igualitária entre diretoria, comissão e jogadores e garantiu que o clima no grupo é excelente.

“Não há só um culpado. São todos. Direção, comissão e jogadores. Eles (atletas) sabem disso. Nosso dia a dia é fantástico. O ambiente realmente é muito bom, mas, infelizmente, não temos conseguido os resultados. Sabemos que futebol é resultado, que o trabalho é avaliado pelo resultado. A saída do Micale aconteceu pelo resultado e não por trabalho. O momento agora é de passar confiança, abraçar o novo treinador e acreditar sempre. É pedir para os atletas darem mais ainda do que estão dando para sairmos dessa situação”, avisou Marcos.

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Nas entrelinhas, Pastana deixou claro que o discurso do ex-técnico já estava batido, sobretudo quando era comentado que o campeonato do Paraná Clube era contra os times da parte debaixo da classificação. Para ele, o Tricolor estava respeitando demais os adversários e isso terá que mudar a partir de agora se o time quiser realmente permanecer na primeira divisão.

“Com muita sinceridade, a gente precisa acreditar, respeitar menos os adversários. Essa á a verdade. A gente precisa acreditar. Nós, ano passado, quando resolvemos acreditar, com o apoio da torcida, que é fenômeno na Vila Capanema, a gente conseguiu seguir em frente. A gente precisa voltar a acreditar, ter confiança. Uma ou duas vitórias trazem isso”, cravou.

“Não existe mais esse discurso que nosso campeonato é contra cinco ou seis, mas sim contra 19. Precisamos conquistar pontos fora, fazer nosso papel em casa, como sempre foi nossa obrigação”, completou Pastana.

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