Diante do ASA, nesta quinta-feira (16), em Arapiraca, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, o Paraná Clube, além de iniciar a luta pela classificação para a próxima fase da competição, terá também que mostrar que tem um elenco forte em todos os setores. Isto porque nesta partida o técnico Wagner Lopes não poderá contar com o meia Renatinho, que foi expulso na vitória por 2×0 sobre o Bahia, na semana passada.

O camisa 10 é o grande destaque paranista na temporada. Em dez partidas, foram cinco gols marcados – sendo o artilheiro do Tricolor no ano -, além de criar várias jogadas e ter dado passes para gols. As únicas duas vezes em que ele não jogou foi quando o treinador escalou equipes totalmente reservas, na derrota por 1×0 para o Coritiba, quando ficou no banco, e na vitória por 1×0 sobre o Rio Branco, ambas pelo Campeonato Paranaense.

Agora, não por opção, Wagner Lopes não terá como escalar o atleta e terá que recorrer ao elenco para suprir esta ausência. Em outros setores, o comandante paranista vem tendo boas opções, com peças sendo trocadas e mantendo o mesmo rendimento do time. Desta vez, no setor de criação, o desafio será maior.

A principal opção seria Guilherme Biteco. O jogador de 23 anos vem entrando bem nas partidas e pode ganhar uma nova oportunidade. Tanto que não foi nem relacionado na vitória do Paraná por 2×1 sobre o Cascavel, no último domingo (12), quando mais uma vez os titulares foram poupados. Até aqui, ele fez cinco partidas na temporada, entrando quatro vezes como reserva e sendo titular apenas uma vez, na derrota por 2×1 para o Londrina, pela Primeira Liga. Diante do Bahia, o meia participou de várias jogadas de perigo, melhorando o rendimento paranista. Porém, Biteco sentiu um desconforto muscular e ainda é dúvida.

Uma outra possibilidade, então, seria Jonas Pessalli. O atleta começou a temporada como titular e vem brigando com Matheus Carvalho pela posição, como meia aberto pela esquerda. No entanto, ele também pode jogar centralizado e deve disputar com Biteco a vaga de Renatinho. O que pesa contra Pessalli é o fato de ter atuado contra o Cascavel, enquanto aqueles que enfrentaram o Bahia pela Copa do Brasil descansaram.

De qualquer maneira, quem for o escolhido terá que mostrar para Wagner Lopes que o Paraná não depende de Renatinho e colocar mais uma dor de cabeça no técnico na formação do time.