Uma vitória de superação. É o resumo que o técnico Cristian de Souza fez da vitória do Paraná Clube sobre o Náutico nesta terça-feira (13), por 2×1, em Recife. Para ele, vários pontos dificultaram o rendimento do time na Arena Pernambuco, principalmente no aspecto físico e emocional.

Na parte física, o Tricolor sofreu com a sequência de jogos – que todos os times estão encarando neste momento – e com os problemas na viagem para Recife. Na segunda-feira (12), o voo para a capital pernambucana atrasou mais de três horas, o que impediu que a equipe realizasse o treinamento previsto para a tarde. “A Série B é isso, tem muito desgaste. Hoje, as duas equipes terminaram o jogo com quatro ou cinco com cãibra, é muita viagem”, disse Cristian.

Consciente de que isto vai continuar, o treinador fez o alerta de que a qualidade técnica dos jogos vai cair. “Os jogadores, muitas vezes, são cobrados, mas esse é o nosso calendário. São viagens mais longas do que na Série A. Vou dar um exemplo: ontem (segunda-feira), acordamos às 5h30 e fomos chegar aqui às 18h30, 19h. Para um atleta que se exige alto rendimento, isso aí pesa”, afirmou.

Na parte emocional, o Tricolor sentiu profundamente a morte de Jonas Pessalli em um acidente automobilístico na segunda-feira. “Vários amigos dentro de campo emocionados. O time já vinha de uma derrota, sendo vaiado em casa, e aquele impacto logo no início da viagem. Então, tudo isso foi ingrediente para a gente ter sérias dificuldades de vencer o jogo e saber administrar a partida, mas fomos premiados no final pela luta e pela vontade, que não faltou nunca. Conseguimos três pontos importantes”, avaliou o treinador paranista.

Para a partida contra o Figueirense, na sexta-feira (16), o técnico espera pela recuperação completa de Guilherme Biteco, que na terça teve condições de atuar apenas meio tempo. E na sequência da Segundona, a expectativa é de contar com todo o elenco, coisa difícil para ele. “Nosso grupo não é grande numericamente e temos muita gente fora. Desde que cheguei aqui, esta é minha nona partida e ainda não repeti uma escalação. Temos que usar o grupo que temos, colocando todo mundo em condição de jogar. Só assim vamos ficar fortes”, finalizou Cristian de Souza.