Ainda sem alcançar o desempenho técnico esperado dentro de campo na Série B do Campeonato Brasileiro e ainda longe de brigar pelo acesso à primeira divisão, o Paraná Clube fez, desde que o novo grupo denominado “Paranistas do Bem” assumiu o clube, no final de março, a primeira mudança contundente nos bastidores do seu departamento de futebol. Sem maiores justificativas, a diretoria tricolor demitiu Edson Neguinho do cargo de gerente de futebol e anunciou Marcos Mathias Lamers para a função.

Neguinho, que já defendeu as cores do Tricolor como jogador e já foi técnico do clube, foi pego de surpreso e admitiu a tristeza da sua demissão, principalmente pela forma que foi feita. “Trabalhei normal até terça à tarde e fui chamado para um conversa com o Vavá na Vila Capanema. Me passaram que iam mudar, que iam trazer outra pessoa e que estava dispensado. Saio muito chateado, pois é um projeto que iniciamos e participei da montagem do time que começou a encaixar agora”, lamentou.

Neguinho frisou ainda que acumulava mais funções além do cargo de gerente de futebol. “A demissão me pegou de surpresa. Vinha cuidando das viagens, ajudando na comissão técnico como auxiliar, papel de supervisor e até na assessoria de imprensa durante as viagens. Estava envolvido completamente em tudo e de hora para outra sou mandado embora”, contou.

Resposta

Durval Lara Ribeiro minimizou a demissão e criticou Neguinho. “A saída dele foi só uma mudança de gestão. Ele não estava preparado para desempenhar o cargo que exercia”, resumiu o dirigente paranista. O novo gerente de futebol paranista, Marcos Mathias Lamers, fez um bom trabalho na coordenação das categorias de base do Paraná, atuou no futsal e é homem de confiança do empresário Carlos Werner, um dos líderes do movimento “Paranistas do Bem” e que ajuda financeiramente na nova fase do futebol tricolor.

Poderoso

Apesar da proximidade com o diretor de futebol Durval Lara Ribeiro, o Vavá, Neguinho não escondeu de que o atual “homem forte” do futebol tricolor tem poderes plenos dentro do clube. O ex-funcionário contou ainda que sua relação com Vavá já não era das melhores. “Ele hoje tem poder e está acima do futebol do Paraná. Ele contrata, manda embora e a gente não estava se falando direito. Nada mais passava por mim. O Paraná é muito grande para uma pessoa só comandar”, pontuou.

Respeito

Neguinho não escondeu o descontentamento com a demissão prematura da gerência de futebol paranista e afirmou que faltou respeito com a história que tem com o clube. “Faltou respeito com a minha história. Não tinha nenhum problema e os jogadores estão me ligando para saber o que está acontecendo. Não dá para entender. Vou continuar torcendo pelo Paraná, camisa que tive o prazer de vestir e defendi da melhor maneira possível. O Paraná estará sempre no meu coração”, finalizou.