O resultado não foi muito diferente do que vinha acontecendo, mas o saldo é bem mais positivo até do que em algumas vitórias. Apostando nos garotos e começando a projetar 2017, o Paraná Clube empatou com o Ceará em 1×1, sábado (19), no Castelão. Sem medo de arriscar, a dupla Fernando Miguel e Ageu colocou a garotada para estrear no time profissional, e teve bom resultado.

Estiveram em campo Johny, Alesson, Leandro Vilela e Yan Phillipe, além do goleiro Hugo, que entrou no lugar de Marcos no intervalo. Jogadores de gerações distantes, mas que em comum tem a pouquíssima utilização no time principal – alguns por não terem idade, outras por terem sido descartados pelos treinadores.

O melhor resumo partiu de Fernando Miguel, que ficou como o treinador interino. “Tem que saber o momento certo de lançá-los, mas se eles tiverem condições para 2017, por que não aproveitá-los?”, disse após o empate. A atitude foi valorizada também pelos jogadores, alguns há muito sem serem usados. “É sempre uma honra vestir a camisa do Paraná e se a diretoria confiar em mim, vou buscar dar meu melhor”, comentou Leandro Vilela, que reapareceu na equipe.

Apostar na base e em jogadores jovens vindo de outros mercados (Lucas Taylor, autor do gol, tem esse perfil, ainda que pertencente ao Palmeiras) é a melhor forma do Paraná suportar a crise financeira e montar um grupo competitivo para 2017. E até por isso as avaliações começaram, e vão continuar durante os próximos dias. “Para a última rodada, é pensar numa equipe com mais garotos. Vamos reavaliá-los essa semana”, avisou Fernando Miguel.

Em campo, apesar da estreia, os garotos seguraram a onda, ainda mais em um jogo fora de casa – mesmo que o público do Castelão tenha sido abaixo da crítica. “Os jogadores cumpriram o que eu havia pedido. Infelizmente, tive que fazer duas substituições no intervalo. Merecíamos até uma melhor sorte, mas foi bem positivo tudo que aconteceu na partida”, comentou o interino.

Para a partida contra o Tupi, Fernando sabe que ele e Ageu estão sendo avaliados. Não se pode descartar a efetivação de um deles. Mas. por ora, o treinador não quer saber desse papo. “Isso é coisa para a diretoria decidir. Eu sou apenas um empregado do clube, procuro fazer o meu melhor quando requisitado. Vou trabalhar o meu máximo para estar sempre preparado”, finalizou.