A preocupação é do futuro no Paraná. Sem perspectiva alguma de captação de dinheiro, cotas da televisão já adiantadas em quase sua totalidade e a falta de patrocínio após a perda da Caixa no fim de janeiro (mesmo com dois anunciados por período e dinheiro curtos) serão colocadas em pauta no encontro desta tarde, que vai estender até o fim da noite. “Não tem de onde tirar dinheiro. É isso que queremos saber. Qual vai ser o projeto dele até o fim do mandato”, completa Oliveira.

Três dos líderes do movimento que quer injetar R$ 4 milhões no futebol paranista estarão no encontro. Carlos Werner e Leonardo Oliveira, que bancavam e administravam o CT Ninho da Gralha até início da semana passada, e o ex-presidente Aquilino Romani, fazem parte do Consultivo. O grupo acredita que essa pode ser a última tacada para salvar o Tricolor de um desastre completo, que é a queda para a Série C. O presidente deste Conselho, Benedito Barboza, é quem vai conduzir o debate. “Esperamos que essa reunião seja para colocar um ponto final em toda essa discussão”, pede. Aliado a isso, o isolamento atual já é um indicativo de que o presidente pode não suportar sozinho por muito tempo. Ele mesmo já admitiu.

Além da discordância interna entre a direção, conselheiros e funcionários também veem com bons olhos a saída de Bohlen, que tem admiração como pessoa, mas péssima imagem de administrador. Sua ausência no dia-a-dia e a falta de explicação para os momentos de crise irritam o quadro de empregados, que está acreditando em ter o salário em dia pelos próximos nove meses. “Muito se fala que o clube pode afundar de vez neste ano. Sabemos que é algo imediato, mas dado ao histórico que sofremos nos últimos anos, é uma luz no fim do túnel”, sonha um funcionário envolvido com o futebol, que pediu para não ser identificado.

Quem é?

Empresário, investidor e agora líder do grupo “Paranistas de Bem”. De mecenas a líder do levante para derrubar o presidente Rubens Bohlen, Carlos Werner virou protagonista tricolor desde que a rotina de negócios extrapolou a empresa da qual é sócio. “A postura do nosso grupo segue muito a postura do Carlos. No jogo contra o Rio Branco, lançamos mais garotos e essa é, na nossa visão, a salvação do Paraná”, narra Leonardo Oliveira, membro do grupo de Werner. (Julio Filho)