SELO TAMO JUNTO PARANÁ CLUBE

Uma festa que não parecia ter fim. Ao longo de todo o dia, desde a saída lá de Maceió, até o último torcedor ir embora da Vila Capanema, já no final da tarde de ontem, os jogadores do Paraná Clube não pararam de comemorar. Afinal, dez anos depois o Tricolor está de volta à elite do futebol brasileiro. Motivos de sobra para celebrar. Porém, ninguém esperava tantos torcedores acompanhando o time.

Por volta do meio-dia, centenas de paranistas já se concentravam no Aeroporto Afonso Pena e seguriam em carreata até a Vila Capanema, onde a comemoração se concretizou.

“Sempre ficamos surpresos, é uma surpresa atrás da outra. Uma emoção que não tem como explicar em palavras. Ver o sorriso de cada um é gratificante, não tem dinheiro que pague e isso nunca será apagado do meu coração”, disse o zagueiro Eduardo Brock.

“Já esperávamos os torcedores, mas não tantos. Isso é fantástico, vai ficar marcado na vida de todos nós. Mostra a força e a importância deles nesse acesso. O torcedor foi fundamental no acesso, abraçou o time”, acrescentou o goleiro Richard.

Muita festa na Vila Capanema. Tricolor comemorou o tão sonhado acesso. Foto: Albari Rosa
Muita festa na Vila Capanema. Tricolor comemorou o tão sonhado acesso. Foto: Albari Rosa

E se dois jogadores que chegaram ao clube este ano, imagine a emoção de quem tem uma infância ligada ao Tricolor. Revelado no Paraná Clube e de família paranista, o volante Leandro Vilela se mostrou emocionado por essa volta à Série A, mas, principalmente, pelo apoio que veio das arquibancadas, não só ontem na festa, mas ao longo de toda a trajetória na Série B.

“A gente imaginava, pelo tamanho da nossa torcida e pela força que ela nos deu o tempo todo, mas a dimensão foi muito grande e só temos a agradecer. O coração vai a mil, uma alegria imensa, a realização de um sonho. O Paraná Clube merece”, destacou ele.

Mas certamente um dos mais eufóricos no estádio era o goleiro Marcos. O jogador pouco atuou nesta temporada, mas foi decisivo fora de campo, passando experiência ao elenco. Coube ao destino que 17 anos depois, ele pudesse comemorar novamente com o Paraná. No dia 18 de novembro de 2000, o Tricolor vencia o São Caetano por 3×1 no antigo Parque Antártica e faturava o título da segunda divisão do Brasileirão.

“Sem palavras, não tem como descrever um momento como esse. É importante deixar o nome na história e esse grupo desde o início se dedicou para isso. E nessa mesma data, 17 anos atrás, pudemos comemorar e agora tive o privilégio de comemorar outra vez. E ver a alegria da torcida…sou muito grato à nação paranista”, relembrou o arqueiro.

Matheus Costa, um paranista na comissão técnica. Foto: Albari Rosa
Matheus Costa, um paranista na comissão técnica. Foto: Albari Rosa

Comandante paranista

Para levar essa equipe à Série A, um técnico com raízes no Paraná Clube. Torcedor declarado, Matheus Costa assumiu o comando na reta final e fez o time crescer na hora certa. Por isso, tamanha emoção do treinador, que ainda em Maceió não conteve as lágrimas e comemorou em dobro essa conquista.

“O destino quis que meu primeiro clube como profissional fosse meu clube de infância. Todo profissional que trabalha com futebol tem um clube de infância. O destino quis isso e conquistei o acesso”, destacou.