Quatro meses. Esse é o tempo que o presidente do Paraná Clube, Leonardo Oliveira, não vem a público se pronunciar sobre o rebaixamento para a Série A no ano passado, passando pela venda de Jhonny Lucas e as eliminações precoces na Taça Barcímio Sicupira Júnior e Copa do Brasil neste ano. O mandatário paranista está sumido.

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A última aparição do dirigente do Tricolor foi no dia 23 de outubro de 2018, quando participou do arbitral do Campeonato Paranaense deste ano. Um pouco antes, no final de setembro, ele também se pronunciou após se reeleger no cargo por mais três anos – não teve chapa de oposição.

Depois disso, silêncio absoluto. O presidente não comentou sobre os atrasos salariais do elenco na reta final do Campeonato Brasileiro, a vergonhosa campanha na elite do futebol brasileiro, a permanência do técnico Dado Cavalcanti, a contratação do executivo André Mazzuco e a montagem do elenco. O clube só vem se pronunciando, quando ainda toca em algum assunto, por meio do site oficial.

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Neste ano, mais questionamentos sem resposta. A polêmica venda do volante Jhonny Lucas não foi detalhada até agora após uma viagem de Oliveira à Europa por mais de duas semanas – esse valor da negociação é essencial para a saúde financeira na temporada. A equipe montada não se classificou para a semifinal do Estadual e caiu na segunda fase da Copa do Brasil, perdendo R$ 1,45 milhão pela eliminação. Logo após a partida, o atacante Jenison desdenhou do clube em entrevista e ninguém se pronunciou.

Antigo mecenas do clube, Carlos Werner bloqueou as cotas da CBF e TV do clube e aguarda que seu processo seja desvinculado do Ato Trabalhista para receber e não entrar no final da fila. O Ato, inclusive, é uma intervenção judicial que dá um salário mensal de R$ 25 mil ao presidente paranista, mas que não presta conta ao seu torcedor. Quando entrou no cargo máximo do Tricolor, ele havia prometido ‘transparência’, algo em falta desde que assumiu.

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Todos esses questionamentos e mais tantos outros estão sem resposta. Leonardo Oliveira voltou para a capital na quarta-feira à noite depois de viajar para o Rio de Janeiro e participar do Conselho Técnico sobre a Série B, na CBF. Internamente, ele também não tem dado explicações convincentes e anda evitando o contato. Pessoas próximas ao presidente foram procuradas pela reportagem, mas nenhuma soube explicar as atitudes recentes. ‘Não sei o que está acontecendo com ele‘, resumiu uma delas.

Integrantes do departamento de futebol, o ex-goleiro Marcos e o executivo André Mazzuco, também não se pronunciam publicamente. Mazzuco, por exemplo, desde que chegou ao Tricolor, falou apenas uma vez à imprensa em entrevista coletiva. E só.

Enquanto isso, com problemas em campo e fora dele, a torcida aguarda e cobra por respostas da diretoria. O Paraná terá uma intertemporada de duas semanas até o início da Taça Dirceu Krüger. O Tricolor estreia no dia 10 de março contra o FC Cascavel.

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