O técnico Matheus Costa, do Paraná Clube, desabafou em relação às críticas que vem recebendo de parte da torcida. Nesta sexta-feira (01), em entrevista coletiva na Vila Capanema, o treinador deixou clara sua insatisfação em relação à falta de apoio ao time. O Tricolor se prepara para enfrentar o América-MG na próxima terça-feira (05), em Belo Horizonte, pela 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com 47 pontos, o time paranista é o sexto colocado na tabela, apenas a dois do G4.

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Com uma média de público baixa na competição, o Tricolor não conseguiu fazer o torcedor comparecer em peso na Vila Capanema. O comandante lamenta que mesmo com a equipe tendo mostrado em várias oportunidades que tem condições de brigar pelo acesso, ela não teve o apoio desejado. Além disso, o técnico colocou para fora a insatisfação pelos questionamentos que vem recebendo desde que reassumiu o clube nesta temporada.

“Alguns falaram, no início do ano, que íamos cair ou no máximo brigar para não cair. São muitas críticas a mim, mas ninguém sabe o que eu faço por esse clube, poucas pessoas sabem o quanto eu me dedico”, destacou.

Além de reforçar sobre sua entrega em prol do Tricolor, Costa falou também sobre o empenho de todo seu elenco.

“Nossos 41 atletas estão com vontade de conseguir o acesso. Sei que tem um grupo grande de torcedores que me apoiam, mas muitos que não. Considero inadmissível o campeonato todo, o Paraná Clube sempre a dois ou três pontos do G4, vir jogar na Vila Capanema e ter faixa ‘fora Matheus’”, detalhou.

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O treinador afirmou que caso o torcedor tivesse de fato ‘abraçado’ o time nesta Segundona, o Paraná Clube poderia estar em uma situação muito mais privilegiada na tabela.

“Sabemos que neste ano tivemos um ambiente muito conturbado. Se fosse como em 2017, jogando com o apoio do torcedor, já estaríamos em terceiro e quarto, eu fui o treinador do acesso e vi como isso deu certo. Não podemos aceitar isso. Estamos brigando com equipes com orçamento três ou quatro vezes maior, que ganham ‘bichos’ consideráveis e estamos com condições. Muitos não acreditam no nosso acesso, mas vamos continuar brigando até o fim”, arrematou.