O torcedor gosta, quem assiste vê claramente a evolução, mas não peçam para Wagner Lopes querer “levantar a bola” do próprio time. O técnico do Paraná Clube não quer saber de euforia, e para isso ele tenta conter qualquer tipo de empolgação na raiz. Classificado para as quartas de final do Campeonato Paranaense e já com pontuação suficiente para ficar no G4 (quer dizer, já sabe que decide o primeiro mata-mata em casa), o Tricolor está muito bem. Mas a hora ainda é de correção de erros, segundo o treinador.

“Fico feliz, mas temos que ter os pés no chão, pois não conquistamos nada ainda. Temos que ter muito cuidado, não dormir no elogio e nem na vaia, porque ainda temos muito chão pela frente e algumas situações para corrigir”, comentou Wagner Lopes, preocupado com os erros de passe principalmente no primeiro tempo. Ele chegou a se irritar com algumas falhas na saída de bola após o primeiro gol paranista, o que permitiu o domínio do Prudentópolis por algum tempo.

Se prefere conter o ânimo exagerado, Wagner Lopes não deixa de elogiar o jovem elenco paranista, que novamente demonstrou evolução emocional ao recuperar o controle da partida no segundo tempo. “É hora de valorizar a vitória e o time que representou a instituição hoje. Os meninos foram guerreiros, souberam acelerar e cadenciar na hora certa. Agradeço o empenho e parabenizo todos os jogadores”, disse o técnico tricolor.

Sem a maioria dos titulares (apenas Diego Tavares foi titular), o técnico aprovou a atuação da equipe, principalmente de Zezinho e Felipe Alves, os dois melhores em campo. “Os dois são peças importantes, temos que valorizar todos. O Zezinho entrou como um armador. E eu sempre falo, bom meio-campista tem que entrar na área e fazer gol. Ele vem readquirindo a confiança com o entrosamento e fazer gols é importante. Em relação ao Felipe, ele é muito bom finalizador e hoje era para ter feito três gols”, completou Wagner Lopes.

Motivado

O mais experiente jogador do Paraná – e do Campeonato Paranaense – está satisfeito com o time. Marcos novamente foi titular no Estadual, e vê a evolução do Tricolor com muito otimismo. “Acho que estamos fazendo um trabalho muito bom. Estamos pela primeira vez tendo dois times para jogar as competições. E não ficamos frágeis em momento algum, como estamos mostrando na Copa do Brasil e no Paranaense. A nossa expectativa é que a gente possa melhorar ainda mais”, disse o goleiro de 40 anos, o grande ídolo do Tricolor.