Tensão, preocupação, pressão. Tudo isso envolveu o Paraná Clube no jogo desta quarta-feira (13) contra o Cruzeiro. E fez com que o time não conseguisse terminar a primeira parte do Campeonato Brasileiro fora da zona de rebaixamento. Com muita reclamação, oito cartões amarelos e até técnico expulso, o Tricolor ficou no 1×1, após sair atrás no placar, e terá que passar o período da Copa do Mundo entre os piores times da competição.

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O Paraná Clube decidiu voltar ao estilo “consciente”. Mesmo diante de um Cruzeiro repleto de desfalques, o plano de Rogério Micale era primeiro parar o adversário e depois buscar os contra-ataques. E aí o que se viu no começo do jogo era o time visitante com a posse de bola e os donos da casa marcando no campo de defesa. O treinador até gritava para o Tricolor sair do sufoco, mas o cenário no gramado não se alterava.

Silvinho marcou o gol do Tricolor. Foto: Albari Rosa
Silvinho marcou o gol do Tricolor. Foto: Albari Rosa

Como a Raposa não tinha muitos de seus principais talentos, o domínio era pouco efetivo. Em trinta minutos de partida, nenhuma chance de gol havia sido criada – nem pelos mineiros, que detinham o controle do jogo, nem pelos paranistas, que não conseguiam sair em velocidade. Tecnicamente era um duelo fraco. O único lance digno de nota em toda a primeira etapa foi de Raniel, que deu um chapéu em Rayan e deixou para Robinho chutar à direita do gol de Thiago Rodrigues.

O goleiro paranista precisou trabalhar logo no início do segundo tempo. Mais decidido, o Cruzeiro partiu atacando e novamente Raniel e Robinho ameaçaram o gol tricolor. Foi a senha para que os torcedores que encararam a noite de frio para ir à Vila Capanema começassem a pedir pelo jogador mais eficiente da equipe – e que menos entra em campo. “Biteco, Biteco”, pedia a galera, com apenas cinco minutos de etapa final.

Micale preferiu não brigar com a torcida e chamou Guilherme Biteco, colocando o meia no lugar de Caio Henrique. E logo depois Jhonny Lucas entrou na vaga de Torito González. Era um momento em que o Tricolor tinha mais espaço para jogar, mas ainda não conseguia ameaçar o gol de Fábio. E a tensão só aumentava. Primeiro o treinador foi excluído do jogo por reclamar da arbitragem. E logo depois Neris derrubou Patrick Brey dentro da área. Aos 19 minutos, Rafael Sóbis cobrou e abriu o placar.

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O Paraná acordou com a desvantagem. E foi martelando o Cruzeiro até conseguir o empate aos 30 minutos. Júnior, novamente o melhor dos donos da casa, ganhou a jogada e cruzou para Silvinho marcar de cabeça. O jogo estava aberto de novo, e enquanto Mano Menezes apostava no ex-paranista Rafinha, o Tricolor colocava Alex Santana no lugar de Carlos. Mas apenas o nervosismo resistiu até o final. Sem conseguirem colocar a cabeça no lugar, os paranistas tropeçaram nos próprios erros e terminaram o jogo frustrados, apesar dos aplausos de reconhecimento da torcida pela luta em campo.