Era um jogo para ganhar. E o Paraná Clube ganhou. Mesmo não jogando bem, apresentando alguns erros, mostrando muito nervosismo pelos últimos maus resultados e superando o baque pela morte trágica de Jonas Pessalli, o Tricolor venceu o Náutico nesta terça-feira (13) por 2×1, de virada, em Recife. Um triunfo que tira a equipe de perto da zona de rebaixamento da Série B, reduz a pressão sobre jogadores e comissão técnica, e que afasta as nuvens negras da Vila Capanema.

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O Paraná entrou em campo com um time bem diferente – e mais próximo do “normal”. Cristovam e Igor voltaram às laterais, Leandro Vilela voltou ao meio e Minho foi escalado na frente. E o plano era ser ofensivo desde o início, mas um lance ridículo atrapalhou tudo. Aos 6 minutos, Cristovam recuou para Richard, que ao tentar saiu jogando se embananou e colocou a bola no pé de Vinícius. O destaque do Cianorte no Paranaense dominou, driblou Wallace e abriu o placar.

Mas outro destaque do Estadual estava vestindo a camisa tricolor. E dois minutos mais tarde, no rebote do escanteio, Minho mandou um chute perfeito, sem chances para Tiago Cardoso, deixando tudo igual. A partida estava encaminhada para ser vencida – a Arena Pernambuco estava praticamente vazia, o Náutico demonstrava terríveis dificuldades técnicas, os visitantes eram taticamente mais organizados. Mas eram dois times sob pressão – que erravam muito e que criavam pouco. Depois do empate, o Paraná só chegou aos 20 minutos, numa falta que Robson cobrou e Tiago Cardoso defendeu. A resposta do Timbu demorou, mas foi perigosa, com Giovanni fazendo Richard trabalhar aos 35 minutos. E também foi só isso no primeiro tempo.

O Tricolor voltou para o segundo tempo com Matheus Carvalho no lugar de Guilherme Biteco, que demonstrara claramente não estar inteiro para jogar. Continuava claro que a vitória poderia vir, bastava ter um pouco mais de qualidade no passe. O jogo era fraco, e o Náutico pouco ameaçava. Mas quando fazia isso, obrigava Richard a se virar para defender, como no chute de Iago.

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O problema era a atuação muito abaixo do esperado dos dois atacantes. Felipe Alves e Robson não conseguiam render, e permitiam esperar que Cristian de Souza apostasse na estreia de Rafhael Lucas, que estava no banco de reservas. Mas o treinador paranista colocou Jhony em campo, tirando Leandro Vilela. Enquanto isso, Robson perdia chances. Em um minuto foram duas – na primeira, deveria passar e chutou; na segunda, deveria chutar e passou.

Na reta final da partida, Tricolor e Timbu davam muito espaço. Apesar da superioridade paranista, o risco de sofrer um gol era semelhante à possibilidade de marcar. Nesse cenário Rafhael Lucas estreou, aos 33 minutos, no lugar do lesionado Felipe Alves. Logo arriscou, mas Tiago Cardoso defendeu. E o Náutico veio com muito perigo em seguida. Erick apareceu na cara do gol, mas Richard salvou os visitantes. Mas era um jogo para o Paraná ganhar. E aos 45 minutos, Gabriel Dias arrancou e tocou para Robson. Ele não tinha acertado quase nada. Precisava acertar só essa. E acertou. Gol tricolor, gol da virada, gol da vitória.

Ficha técnica

SÉRIE B
1º Turno – 7ª Rodada

Náutico 1×2 Paraná Clube

Náutico
Tiago Cardoso; Joazi, Aislan, Feliphe Gabriel e Jeanderson; Amaral, Renan Paulino e Giovanni (Esquerdinha); Gerônimo (Iago), Erick e Vinícius (Alison).
Técnico: Waldemar Lemos

Paraná Clube
Richard; Cristovam, Wallace, Eduardo Brock e Igor; Leandro Vilela (Jhony), Gabriel Dias, Guilherme Biteco (Matheus Carvalho), Minho e Robson; Felipe Alves (Rafhael Lucas).
Técnico: Cristian de Souza

Local: Arena Pernambuco (Recife-PE)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Fabio Rogério Baesteiro (SP)
Gols: Vinícius 6 e Minho 8 do 1º; Robson 45 do 2º
Cartões amarelos: Aislan, Jeanderson, Erick (NAU); Leandro Vilela, Jhony (PR)
Renda: R$ 11.290,00
Público total: 1.700