Está cada vez mais difícil de o torcedor do Paraná Clube acreditar que o acesso à Primeira Divisão ainda é possível este ano. Nem tanto pela derrota por 2×0 para o Atlético-GO, atual vice-líder da competição nacional, sábado (17), no Serra Dourada, mas principalmente pelas atuações ruins da equipe do técnico Marcelo Martelotte na Série B. O que se viu diante do Dragão foi um time sem força ofensiva e, sobretudo, sem poder de reação depois que tomou dois gols em um intervalo de dois minutos para a equipe goiana logo no início do segundo tempo.

O revés para o Atlético-GO manteve o Tricolor cada vez mais longe do G4, agora na 13ª colocação, com 33 pontos. A distância para a zona de rebaixamento ainda é de seis pontos, mas o treinador admitiu que a briga do time paranista é para permanecer na Série B.

“Nesse momento, pela classificação é. Essa é a realidade e temos que pensar jogo a jogo para clarear uma situação diferente. Tem muito jogo pela frente, mas precisa de uma sequência diferente para ter uma situação melhor”, apontou o comandante tricolor que, apesar do baixo rendimento, segue prestigiado no cargo para a continuidade da competição nacional.

Com quase a mesma equipe que atuou nas últimas partidas, contra Londrina e Vila Nova, na Vila Capanema, o Paraná até que fez um primeiro tempo mais equilibrado e teve com Lúcio Flávio, de cabeça, a sua melhor chance para abrir o placar. O time paranista viu também o Atlético-GO, com Jorginho e Junior Viçosa, criar as melhores chances de marcar nos primeiros 45 minutos de jogo.

Na etapa final, o time goiano mostrou que não à toa está brigando pela liderança da Série B e, com cinco minutos, já vencia por 2×0. No primeiro gol, depois da bobeada geral da defesa paranista, Michel marcou. Depois, o estreante lateral-direito Jonathan, de fora da área, acertou um belo chute de esquerda e ampliou. Logo depois, Michel quase marcou um golaço no Serra Dourada. O Tricolor, sem reação, lamentou apenas o gol inacreditável perdido pelo meia Válber, mas não mostrou nenhum poder de fogo capaz de mudar o resultado da partida.

“Não acertamos a maioria das bolas e, mesmo assim, criamos duas ou três boas chances. O primeiro tempo foi equilibrado, onde a gente atuou bem de uma maneira geral. Mas em seis minutos tomamos dois gols e a situação fica mais difícil. A gente não teve força para reagir apesar de ter criado uma oportunidade clara com Valber e o final da partida poderia ter uma situação diferente”, encerrou o treinador paranista.