Faltou inspiração, faltou técnica, faltou tática. O Paraná Clube, na goleada sofrida para o Palmeiras por 3×0, na manhã de domingo (29), no Allianz Parque, em São Paulo, comprovou suas fragilidades e que sua missão de escapar do rebaixamento será muito complicada. O Tricolor, na verdade, entrou para empatar, mas voltou a errar e não conseguiu parar o Porco, na capital paulista.

“Acho que a bola precisa chegar com mais qualidade na frente. A verdade é essa. A gente sofre falta, nosso time não é de posse e sim de transição, ainda mais jogando fora de casa. Não tinha como ter posse. Se a gente fosse inteligente para virar a bola de um lado para o outro, pegaria eles no mano a mano, pois somos velozes na frente. A gente precisa ter mais paciência”, lamentou o atacante Silvinho, que carimbou a trave em uma das raras oportunidades no jogo.

O time paranista sabe que a sua luta para permanecer na primeira divisão não é contra os clubes grandes e que estão brigando na parte de cima da classificação. No entanto, Silvinho destacou que, para conseguir escapar do rebaixamento, será preciso somar pontos contra equipes mais gabaritadas.

“Se a gente não tivesse tomado o gol no começo do primeiro tempo a gente teria mais chances. Mas bola para frente. Nosso campeonato não é contra o Palmeiras, mas a gente precisa tirar pontos fora contra esses times. Agora é descansar, porque domingo temos que ganhar dentro de casa (contra o Ceará)”, reforçou ele.

Pouco ofensivo

Mesmo sabendo dessa necessidade de pontuar contra os times grandes, o Paraná Clube criou muito pouco. Foram apenas dois chutes perigosos em duas cobranças de falta durante toda a partida diante do Palmeiras. O zagueiro Rayan lamentou a falha na execução da estratégia da equipe no embate diante do Porco.

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“Viemos com a proposta de tentar segurar o resultado. A gente sabia que eles tinham a questão da troca de treinador, que gera uma motivação a mais. A gente tentou segurar, mas, infelizmente, acabamos levando um gol muito rápido. É complicado. A gente tenta, mas faltou a questão da reação. Perdemos muito confronto. A bola sempre com o adversário e a gente sempre corria atrás. Domingo que vem temos uma batalha importantíssima em casa, onde os números são bons e temos que reverter lá”, emendou o camisa 4 do Tricolor.

O volante Leandro Vilela, conformado com mais uma derrota – a sétima fora de casa em oito jogos -, admitiu a superioridade do Palmeiras. “O domínio que tivemos contra o Atlético-MG a gente não conseguiu contra o Palmeiras aqui. Aceitamos o ritmo deles. É a gente saber que, infelizmente o Palmeiras está acima da gente. A gente jogou aqui por um pouco, não conseguimos e pedimos desculpas ao nosso torcedor”, finalizou.