Aplausos ao final do jogo na Vila Capanema. O Paraná Clube mereceu, pela entrega em campo no empate em 1×1 com o São Paulo. Mas o resultado contra o líder do Campeonato Brasileiro, se poderia ser tomado como positivo pelo tamanho do confronto, tem reflexo quase nulo na luta para fugir do rebaixamento. Com 15 pontos, o Tricolor segue na ‘sofrência’, e vê a cada partida a situação ficar mais complicada.

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O Paraná entrava em campo bem diferente. Cléber Reis na defesa, Mansur na lateral, Alex Santana e Guilherme Biteco no meio e um desenho tático mais cauteloso. “Temos que ganhar de qualquer jeito, mas de qualquer jeito não vamos ganhar”, filosofou o técnico Claudinei Oliveira antes da partida. A precaução era por conta da qualidade do adversário, principalmente com o quarteto formado por Diego Souza, Nenê, Everton e Joao Rojas.

Alex Santana foi um dos destaques do Tricolor. Foto: Albari Rosa
Alex Santana foi um dos destaques do Tricolor. Foto: Albari Rosa

O jogo começou mais tenso que o normal. Jogadores se estranhando, discutindo com o árbitro e errando muito. Foi assim que o São Paulo saiu rapidamente na frente. Cléber Reis saiu jogando mal, Diego Souza roubou a bola e arrancou, tocando para Nenê na hora certa. Com calma, o camisa 10 do tricolor paulista deslocou Richard e abriu o placar. Eram passados só oito minutos de partida.

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Apesar de ter um ataque muito forte, o São Paulo é na verdade uma equipe de marcação intensa. E o Paraná não sabia como sair do bloqueio visitante. A saída de bola era truncada, e piorava por conta da pressão sobre Cléber Reis, vaiado a cada toque na bola depois da falha no gol adversário. Guilherme Biteco era o único que conseguia vencer a pressão e levar perigo ao goleiro Sidão. Ele e Alex Santana eram os destaques do Tricolor.

No todo, os donos da casa sofriam com a falta de inspiração de seus jogadores. Silvinho, Rafael Grampola, Caio Henrique, Leandro Vilela e Mansur não descansavam, lutavam muito, mas ficavam devendo na qualidade. A diferença era evidente, a ponto de Diego Souza quase fazer um golaço de bicicleta após uma linha de passe na área. Mas o jogador mais guerreiro do Paraná não desistiu. E numa bobeada da defesa do São Paulo, Júnior ganhou na velocidade e mandou uma bomba, empatando o jogo.

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Se o Tricolor já era incansável, o gol fez com que o clima na Vila Capanema mudasse. Passou a ser possível encarar o líder do Brasileirão. A pressão não esfriou após outra lesão de Guilherme Biteco, que saiu antes mesmo do final do primeiro tempo. Era outro jogo. Era mais equilibrado, mais quente, com a torcida acreditando mais. Era também preciso manter esse ambiente favorável na etapa final.

Cléber Reis falhou no gol do São Paulo e tentou se redimir no ataque. Foto: Albari Rosa
Cléber Reis falhou no gol do São Paulo e tentou se redimir no ataque. Foto: Albari Rosa

E mesmo que o ritmo da partida tivesse diminuído, a sensação de que era possível continuava. Aos poucos, entretanto, o São Paulo voltou a controlar o jogo. O Paraná passava a jogar por uma bola, um contra-ataque, um lance só para conseguir a virada. Com Jhonny Lucas em campo no lugar de Rodolfo (que entrou mal e saiu irritado), o objetivo era também diminuir a pressão.

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Do outro lado, o tricolor paulista ia enfileirando gols perdidos. Mais arrumado, o time de Diego Aguirre jogava no campo paranista. Não fosse o preciosismo de Diego Souza e Joao Rojas e a situação seria pior. E isso mantinha a esperança. Claudinei Oliveira apostou na entrada de Raphael Alemão como a última tacada para chegar naquela “uma bola”.

Só que o São Paulo resolveu partir para cima nos instantes finais. E o que era pressão virou um bombardeio no gol de Richard. Era cruzamento, chute, cabeçada, vindo de todos os lados. A sensação de era possível se tornou a de “não vai dar”. Mas os donos da casa levaram o jogo até o final no empate. Aplaudido, mas que fica mesmo como mais dois pontos perdidos dentro de casa.

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