Na busca para se manter na primeira divisão, o Paraná Clube tenta reforçar seu elenco, mas esbarra na sua dura realidade financeira. O time paranista, na parada para a Copa do Mundo, foi pouco ao mercado e contratou apenas o meia Nadson e o meia-atacante Rodolfo. Há a expectativa que mais reforços possam desembarcar na Vila Capanema, mas o técnico Rogério Micale admitiu a dificuldade para conseguir contratar jogadores que se encaixem no perfil do Tricolor.

“Estamos lutando, vendo o mercado, monitorando. Converso sempre com o Pastana (executivo de futebol), mas realmente a dificuldade é muito grande, a concorrência é enorme. Jogador que se destaca todo mundo vai atrás e tenta trazer, até porque tem saído jogadores para fora. Esse retorno da Copa é um momento de readequação do futebol brasileiro. Como a gente não perdeu ninguém, espero que a gente saia na frente com relação a isso”, definiu o treinador.

Essa dificuldade na busca por contratações já era esperada. O comandante paranista sempre esteve ciente da realidade financeira do clube e do histórico recente de inúmeras dívidas trabalhistas deixadas para trás e que hoje comprometem parte do faturamento. Tanto que Micale admitiu que o time tem o menor investimento dentre todos do Brasileirão.

“Sabia exatamente aquilo que me aguardava. O clube estava tentando uma reestruturação. Estou aqui há quatro meses e vejo a diferença na estrutura física do clube de quando cheguei até agora. O clube se preocupa em poder cumprir com aquilo que se compromete a fazer, trazendo jogadores que se enquadrem no perfil financeiro do clube. O Paraná não tem a mesma disposição financeira dos outros 19. Ele é último nesse quesito e, consequentemente, teremos muitas dificuldades”, emendou.

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O treinador paranista ressaltou a necessidade de reforçar o elenco para a continuidade do Brasileirão, mas destacou a importancia de o Paraná Clube seguir estruturado fora de campo. Micale espera que o Tricolor consiga permanecer na primeira divisão para, em dois anos, montar times mais competitivos na competição nacional.

“Eu poderia ser leviano e dizer que estava esperando dez contratações, porque precisamos reforçar, mas a vida financeira do clube precisa ser preservada para o clube não viver o que viveu nos últimos anos. Estou aqui para trabalhar, para fortalecer o trabalho e que esses jogadores que temos cresçam e consigam permanecer na Série A. Se o Paraná conseguir dois anos de Série A é diferente e terá cada vez mais condições de sonhar, de fazer contratações com nomes maiores e que consiga ter uma folga na tabela”, arrematou ele.