O empate em 1×1 com o Cruzeiro, na última quarta-feira (13), na Vila Capanema, foi visto como positivo pelo Paraná Clube. No entanto, as críticas para a arbitragem não foram poupadas pelo técnico Rogério Micale.

Expulso de campo, o treinador evitou falar do pênalti marcado para a Raposa, que originou o gol do adversário, mas reclamou da postura do árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva e todo o quarteto, que, de acordo com ele, adotou uma postura diferente na maneira de lidar com as duas equipes.

“Não vou questionar aqui o pênalti. Pode ter sido pênalti pela situação, mas ele (árbitro) minou toda a minha equipe. Somamos oito cartões amarelos no jogo. O quarto árbitro veio ao nosso banco o jogo todo e não ia da mesma forma no banco do Cruzeiro. Aí quando eu fiz uma reclamação mais acintosa, que o outro lado fazia direto, ele me expulsou direto, sem diálogo. Sofremos, sim, com a arbitragem. Não foi decisivo, mas nos atrapalhou”, disparou o comandante paranista.

A reclamação também sobrou para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo Micale, na semana passada o Cruzeiro foi reclamar da arbitragem de outro jogo e que a entidade que rege o futebol brasileiro acaba pressionando o trabalho dos juízes.

“O Cruzeiro foi na CBF semana passada reclamar do jogo contra o Vasco, quando achou que teve dois pênaltis, e aí acaba que eu trabalhei na CBF, sei como é complicado”, completou o técnico.

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Capitão do Tricolor em campo, o volante Leandro Vilela fez coro à reclamação da postura da arbitragem. Para o jogador, os amarelos distriuídos para o time paranista acabou prejudicando o desempenho e que a atitude não foi a mesma com o Cruzeiro.

“Eu nunca tinha visto isso antes. Oito cartões para a equipe do Paraná. Isso é brincadeira. Se você parar para pensar, isso mina os jogadores. Os dois zagueiros, os laterais com cartão. Aí você precisa fazer uma falta para matar a jogada e você fica sem essa opção. Não podíamos nem falar com ele. O Paraná falar era uma situação, com o Cruzeiro era outra, mas temos que saber lidar com essa situação”, afirmou Vilela.