O sentimento de felicidade e euforia após a vitória sobre o Foz do Iguaçu por 3×0, na noite de domingo (3), fora de casa, pelo primeiro jogo das quartas de final, foi trocado por um protesto do técnico Claudinei Oliveira e do diretor de futebol do Paraná Clube, Durval Lara Ribeiro, o Vavá. A reclamação é por causa do jogo de volta contra o time iguaçuense, que acontece no domingo, às 11h, na Vila Capanema.

O técnico paranista reclamou da falta de vantagem para o Tricolor, que, na primeira fase, foi o primeiro colocado e também do privilégio do Atlético nessa fase da competição, já que as duas partidas do Furacão foram marcadas para às 16h de domingo a pedido da televisão que é detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Paranaense.

“É um absurdo a gente jogar às 11h. Em outro país, estado, isso não aconteceria, mas eles (Federação Paranaense de Futebol) têm que se colocar no nosso lugar também. A equipe que se classificou em quarto lugar vai jogar no mesmo horário e as pessoas têm que encarar com seriedade. Eu não aceito, se quiserem me punir, vão me punir e sabem que não tem sentido o que foi feito”, desabafou Oliveira.

“Do que vale ser o primeiro lugar? Eu não posso jogar às 11h da manhã, sendo que eu vou representar o estado do Paraná em outro estado, numa viagem longa. É um absurdo! Não tem lógica, eu não aceito. Não tenho nada contra a televisão, então, coloca o Paraná para jogar na segunda-feira”, emendou o treinador, lembrando do confronto com o Estanciano, no interior do Sergipe, nesta quarta-feira (6).

Durval Lara Ribeiro também criticou a montagem da tabela das quartas de final e disparou contra os valores dados ao Tricolor com relação a dupla Atletiba. “Coritiba e Atlético recebem R$ 2,2 milhões e o Paraná R$ 900 mil. O que eles têm a mais que nós? Nada”, arrematou Vavá.