O fechamento da 32ª rodada do Brasileirão só confirmou o que já era esperado. Com a vitória do Sport sobre o Ceará por 1×0, nesta segunda-feira (5), o Paraná Clube está rebaixado para a Série B. Nem o mais pessimista dos paranistas poderia imaginar o que o aguardava no Campeonato Brasileiro de 2018, depois de tanta festa com a volta à Série A no final do ano passado. No entanto, o prenúncio do rebaixamento começou a ser desenhado já no início da disputa, revelando a fragilidade do elenco, ainda sob o comando do campeão olímpico Rogério Micale.

O time levou nada menos do que nove rodadas pra, finalmente, vencer. No dia 4 de junho, na Vila Capanema, o Tricolor bateu o Fluminense por 2×1, com gols de Thiago Santos, hoje no Atlético-GO, e Guilherme Biteco, em uma das poucas oportunidades que ele entrou em campo em função da sequência de contusões que sofreu. Já na rodada seguinte, mais uma vitória, desta vez contra o Bahia, o que chegou a alimentar a esperança de uma reação. A vitória magra, por 1×0, foi definida por Silvinho, que segue no Paraná, mas perdeu a titularidade com a chegada do quarto treinador contratado este ano, Dado Cavalcanti.

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A terceira – e última vitória – veio diante do América-MG, também por 1×0, logo depois do retorno pós Copa do Mundo. No jogo, disputado no dia 22 de julho, com gol de Rodolfo, que já deixou o clube e hoje está no Fortaleza. De lá pra cá, já eram nada menos que 18 jogos sem vencer, o que deixou a tarefa de permanecer na primeira divisão com cara de missão impossível.

Com um aproveitamento de apenas 18,8%, a equipe fez apenas 18 pontos até agora em 96 em disputa. Independentemente dos resultados dos jogos nos quais vai fazer apenas cumprir tabela, o Tricolor fez uma campanha pra ser esquecida. Em nada menos do que 32 jogos, o Paraná conquistou apenas três vitórias, nove empates e perdeu 20 jogos.

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Os péssimos resultados refletem alguns aspectos que ajudam a entender as deficiências do time. Em toda a campanha até agora, o time balançou as redes apenas 14 vezes, o que dá uma média de 0,43 gols por jogo. Em contrapartida, sofreu 51, o que resulta, até o momento, em um saldo de -37.

A seca de gols é reflexo da falta de efetividade da linha de frente. O ataque no primeiro jogo, contra o São Paulo, foi formado por Diego, que já deixou o clube, e Silvinho. Depois, Micale experimentou outros nomes como Léo Itaperuna, Thiago Santos, Carlos, Raphael Alemão, Iacovelli, Rodolfo e, por fim, Rafael Grampola, que veio do Joinville já com campeonato rolando. Dessa turma, Silvinho fez apenas três gols, o que parece muito se comparado aos outros companheiros do setor ofensivo. Rafael Grampola, Thiago Santos, Carlos e Rodolfo marcaram só um gol cada, enquanto Léo Itaperuna, Raphael Alemão e Iacovelli sequer marcaram. Os outros gols foram assinalados pelos meias Alex Santana (3) e Guilherme Biteco (1), pelo volante Jhonny Lucas (1) e pelo lateral Junior. Egídio, do Cruzeiro, marcou contra pra ajudar o Tricolor a ampliar a sua pífia artilharia.

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A falta de objetividade no setor ofensivo, por sua vez, foi consequência da ausência de um padrão de jogo ou, até mesmo, de um time considerado titular. O baixo rendimento da maioria dos atletas forçou os treinadores – primeiro Micale, depois Claudinei Oliveira e, por fim, Dado Cavalcanti – a promover um intenso rodízio na equipe, cuja única unanimidade sempre foi o goleiro Richard, remanescente da campanha de volta à elite. As baixas no departamento também complicaram a vida do Tricolor, especialmente de nomes como Nadson, Maicosuel e Guilherme Biteco, considerados os principais destaques do time, mas que pouco jogaram.

Talvez, o único consolo do Paraná Clube nesta campanha pra ser esquecida seja o fato de, com 18 pontos conquistados e com mais seis partidas a disputar, o time não levará o título de pior campanha da história do Brasileirão de pontos corridos. A marca negativa segue com o América-RN, que em 2007 somou apenas 17 pontos.

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