O Paraná Clube encerrou a sua participação no primeiro turno da Série B do Campeonato Brasileiro com vitória. Porém, a campanha não foi a esperada pelo torcedor. Com 23 pontos na classificação e aproveitamento de 40%, o Tricolor, que contratou 22 atletas para a disputa, fechou a primeira parte da competição lutando para não estar na zona de rebaixamento.

Vale destacar que antes do início da Série B, o presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, havia prometido que o time iria subir para a elite do futebol brasileiro com três rodadas de antecedência. “Eu já tracei um plano de que vamos chegar em novembro, faltando três rodadas, já classificados para a primeira divisão. A gente quer este acesso. Se chegarmos na quarta posição já poderemos nos considerar campeões”, disse o mandatário paranista na época.

A declaração foi feita na apresentação do técnico Nedo Xavier. O treinador durou dois meses no cargo. Com o veterano no comando, o Paraná teve apenas 36,4% de aproveitamento – três vitórias, três empates e cinco derrotas. Nedo prometia ‘transpiração, força e velocidade’. Mas, nada disso foi visto em campo. O treinador foi demitido quando o Tricolor estava na 15ª colocação, a um ponto da temida ZR.

Para o seu lugar, a diretoria trouxe um ex-jogador do clube. Fernando Diniz chegou e implantou um novo sistema de jogo, baseado no ‘tiki-taka’, valorizando a posse de bola e a movimentação. Apesar de ter bons desempenhos em alguns jogos, o Paraná ainda não engrenou, principalmente, pela falta de qualidade no setor ofensivo.

Mesmo com a campanha irregular, um ponto tem sido favorável ao Tricolor nesta Série B. A parceria com o torcedor voltou a acontecer após longos anos. “É sempre importante jogar em casa, pois a torcida do Paraná é fantástica e ela será fundamental para o nosso avanço na competição”, disse Diniz. Com promoções de ingressos e o foco na mobilização do torcedor por meio das redes sociais, o Tricolor aumentou a sua média de público. Resta saber se a parceria continuará no segundo turno.

Marcos se firma como destaque

Ídolo e um dos jogadores que mais vestiu a camisa na história do Paraná – 303 no total -, o goleiro Marcos é um dos poucos motivos que fazem o torcedor tricolor ter orgulho atualmente na Série B. Prestes a se aposentar, o goleiro de 39 anos é o principal nome do atual elenco e se não fossem as atuações seguras do arqueiro, a situação poderia ser pior.

Apesar disso, Marcos disputou apenas dez jogos na Série B. Depois de ser titular nas duas primeiras rodadas, o goleiro se machucou e, ainda sob o comando do técnico Nedo Xavier, Murilo e Wendell não se firmaram nos nove jogos seguintes.

Marcos, recuperado de lesão, voltou a ser titular justamente na estreia do técnico Fernando Diniz. Porém, teve a sua condição de titular ameaçada.

Adepto à utilização de um goleiro que saiba jogar com os pés, Diniz pediu a contratação de Felipe Alves, com quem trabalhou no Audax, e foi atendido. A partir daí, os rumores de que Marcos perderia a condição de titular aumentaram.

Porém, ele não se abateu e usou Felipe Alves para melhorar sua condição. O goleiro está participando mais dos jogos e melhorou o seu desempenho com os pés.

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