Erros, desorganização, chutão, azar, reação e golaços. Não faltaram adjetivos ao Paraná Clube na derrota por 3×2 para o Vila Nova, ontem, no Serra Dourada, pela 13ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Um tropeço que por pouco não foi por um placar mais elástico.

Mais uma vez o Tricolor cometeu falhas que já são habituais. Jogo após jogo o ataque paranista é pouco acionado, o meio-campo não tem criatividade e a zaga tentava a ligação direta para a frente. Resultado disso foi um Vila Nova pressionando, rondando a área e ofensivo. Mas, tirando uma chance incrível, perdida logo no começo da partida, os goianos não ameaçam, mesmo estando melhores em campo. Só que aí vieram os erros. E de quem menos se esperava.

Um dos melhores jogadores do Paraná na temporada, o zagueiro Brock deu de presente o primeiro gol da partida. Aos 39, ele recebeu de Igor, viu o adversário crescer e tocou a bola para trás, mas para ninguém. Moisés aproveitou e saiu cara a cara com Richard para abrir o placar. Um baque para quem vinha administrando bem o confronto, e que foi ainda pior em seguida. Dois minutos mais tarde, Alípio recebeu lançamento de longe, fez a parede em cima de dois marcadores e Alan Mineiro, de primeira, chutou no canto, ampliando a vantagem.

O 2×0 já deixava a reação complicada, mas mesmo assim a equipe paranista não desistiu. Voltou melhor para o segundo tempo. As saídas de Felipe Alves e Rafhael Lucas para as entradas de Minho e Alemão melhoraram signficativamente o time, que conseguia chegar mais ao ataque, trabalhava mais a bola, mas que contou com novamente mais um erro da defesa.

Aos 14, Brock foi desarmado facilmente por Mateus Anderson, que invadiu a área e chutou, mas a bola foi desviada no braço de Wallace. Pênalti que Alan Mineiro converteu e parecia ter resolvido a situação.

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Só que aí o Paraná Clube acordou. Talvez aproveitando um relaxamento do Vila Nova, ou por não ter desistido da partida, o Tricolor foi para cima, começou a ameaçar e, de tanto chegar perto, descontou. Aos 26, Minho recebeu de fora da área e dali mesmo arriscou, fazendo um golaço no Serra Dourada.

Mesmo assim, uma reação parecia distante, ainda mais com os ataques rápidos e perigosos dos donos da casa. Porém, o Tricolor tinha liberdade e espaço para avançar, aproveitava bem as trocas de passes e chegou ao segundo gol aos 44, mais uma vez um golaço. João Pedro cobrou falta com categoria e acertou o ângulo de Luis Carlos.

Gol que animou os paranistas e preocupou o Vila Nova, que passou a querer fazer o tempo passar, vendo o ímpeto do adversário, que veio tarde demais e que poderia ter tido um resultado melhor se não fosse também as falhas individuais.

“Depois de estar perdendo por 3×0, conseguimos ter a expectativa de empatar, é mérito dos jogadores, que mostraram não desistir em nenhum momento. Terminamos o jogo pressionando e que esses 30 últimos minutos de jogo sirva como lição para a gente”, afirmou Matheus Costa auxiliar-técnico paranista, que substituiu o suspenso Cristian de Souza.