Para o duelo contra o Grêmio, que aconteceu no últomo domingo (20), o técnico Rogério Micale apostou em mudanças no time do Paraná Clube. Do esquema tático à postura em campo. Com o objetivo de garantir mais um importante ponto na tabela e segurar o 0x0, o comandante paranista escalou sete novos jogadores entre os titulares e apostou em um fechado 4-5-1. Ficou claro que a prioridade era segurar os gaúchos.

“Entramos com a proposta desde o início de não tomar gol e buscar uma bola, que veio, mas não aproveitamos. Não gosto de jogar assim, mas foi necessário‘”, explicou o treinador, referindo-se à oportunidade desperdiçada por Silvinho.

Ainda que não tenha vencido, Micale ressaltou que a estratégia e o ponto conquistado serviram para motivar a equipe, que vinha em baixa após jogos em que chegou a ter bons momentos, mas desabou após sofrer um gol.

“Se não veio a vitória, que é o que estávamos atrás, os indicativos da partida nos mostram que existe um trabalho sendo feito. Quando a equipe encaixar e ganhar o primeiro jogo, nós temos tudo para embalar e sair dessa zona de desconforto”, comentou.

Entre os escolhidos para que o time fosse modificado, a primeira novidade foi o goleiro Thiago Rodrigues. O arqueiro sofreu uma lesão ainda no Campeonato Paranaense e fez sua estreia no Brasileirão. Nas poucas vezes em que foi exigido, foi essencial para fechar a meta paranista e saiu como um dos melhores em campo.

O lateral-direito Júnior e os zagueiros Neris e Cléber Reis também foram incorporados. O lateral-esquerdo Mansur, que tinha dado vez a Igor na última partida, na derrota por 3×1 para o Santos, também retornou. O volante Leandro Vilela foi outro que teve oportunidade de entrar entre os onze iniciais. O volante só tinha estado entre os titulares na primeira rodada da competição. O volante Jhonny Lucas foi liberado pelo departamento médico e foi mais uma peça para o esquema desenhado por Micale.

A principal estratégia foi fechar o meio de campo para evitar tomar gols e, para isso, o esquema contou com uma trinca defensiva, formada por Torito González, Leandro Vilela e Jhonny Lucas, importante para, em certos momentos, formar uma linha com cinco jogadores lá atrás. O técnico aprovou a atuação do trio.

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“A resposta foi muito boa. O Torito tem uma experiência perto dos outros dois, já que o Vilela é jovem e o Jhonny mais ainda. Ele deu essa bagagem a esse tripé. E o Grêmio, como congestiona muito o centro de campo, o Vilela é o jogador que tem a melhor leitura do meu elenco para essa linha de cinco. Quando a bola fosse direcionada à lateral do campo, nós induzimos o Grêmio a jogar pelas laterais, para não ter chance por dentro, a hora que a bola entrava no corredor, o Vilela entrava como quinto homem do centro da linha e liberávamos um zagueiro para bater na profundidade do Grêmio. Saio feliz com o tripé, porque funcionou dentro da proposta do jogo”, detalhou o treinador, que promete variar nas formações do time de acordo com os adversários.

“Agora não sei se vou usar novamente. Utilizei contra o mesmo esquema contra o São Paulo, depois voltei pro 4-2-3-1. Mas desde que cheguei, disse que a gente teria mais de uma proposta de jogo, para não ficar sujeito a uma mudança de cenário e não ter o que trabalhar. Mas sobre o esquema, pode voltar essa atual ou a antiga, porque não estávamos ganhando, mas também não estava ruim”, finalizou.