Para alguns, azar. Para outros, incompetência. A derrota para o Internacional na manhã de domingo (19), por 1×0, piorou o que já estava ruim no Paraná Clube. A partida fechou o primeiro turno da Série A do Campeonato Brasileiro e o Tricolor segue na lanterna com 14 pontos somados em 19 rodadas e precisará fazer uma campanha de ‘topo de tabela‘ para escapar do rebaixamento.

O resultado do confronto com os gaúchos dividiu a opinião do elenco paranista. O atacante Rafael Grampola fez parte do grupo que saiu se lamentando de campo pela má sorte. “Infelizmente a gente lutou o quanto deu, foi felicidade do Camilo fazer o gol” , disse ele.

O volante Leandro Vilela também era outro jogador que estava na bronca pelo resultado, mas principalmente com a arbitragem. “Fazer isso contra nossa equipe é um desrespeito. A falta marcada (que originou o gol do Inter) não existiu. O Paraná estava fazendo uma grande partida”, disparou.

O técnico Claudinei Oliveira endossou a gritaria contra a turma do apito e reclamou bastante de faltas não marcadas para os donos da casa e questionou o foco na classificação do campeonato.

“Nico López puxou a camisa do Silvinho pela segunda vez no jogo e deveria levar o segundo amarelo na partida, mas como seria expulso, o árbitro não mostrou o cartão. Richard foi agredido dentro da área com a bola já parada. É lance para falta. O gol foi originado de uma falta que não aconteceu. Ele deu oito de acréscimo, o Inter ficou comemorando dois minutos o gol. Eu cobrei ele, disse que o Paraná valorizou. A gente espera que a arbitragem não olhe a tabela de classificação. Nós ainda estamos acreditando e a arbitragem não pode nos dar como rebaixados, isso não pode acontecer”, desabafou o treinador.

Confira a classificação completa do Brasileirão

Sem muito tempo para treinar seus jogadores, Claudinei gostou da postura do Tricolor em campo e acredita que com mais tempo de trabalho a equipe pode evoluir. “A gente fez um bom jogo. Com pouco tempo de trabalho, de treino o time soube ser reativo. A frustração é grande, mas podemos melhorar para os próximos compromissos”, disse ele.

De cabeça quente, o atacante Silvinho preferiu colocar a responsabilidade sobre o placar no próprio elenco. “A culpa foi nossa. O professor falou que não deveríamos sair por dentro, driblando, tínhamos que saber manter a bola. Foi burrice”, falou o jogador irritado pela derrota nos instantes finais, apontando a incompetência da equipe em não segurar o empate.

“Realmente houve essa orientação, mas não foi burrice, e sim uma decisão mal tomada.Com o “sangue quente” é difícil pensar”, minimizou Claudinei Oliveira.

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